Da transição ninguém fala

Passei a última semana confinada com meus pensamentos. Dentro da minha cabeça tudo pareceu entrar em conflito, como se estivesse acontecendo algo muito mais importante do que eu jamais previsse, e por mais que eu quisesse prestar atenção no que meus amigos falavam enquanto jantávamos ou nos filmes a que assisti, não adiantou muito o esforço. O motivo de tanta dispersão foi uma frase dita levianamente, numa dessas ruas que a gente pega por engano.

Comecei a pensar em todos os tipos de transições pelas quais passamos pela nossa vida, mas que não nos damos conta. O crescimento, já que só percebemos quando estamos com quase vinte anos, aí paramos, olhamos para trás e pensamos em como crescemos rápido. Lemos os livros de história, sobre como os fatos se dividem em 4000 a.C, 900 a.C, mas poucos se dão conta de que ninguém chegou, fincou uma bandeira e declarou o fim do período neolítico.

Fim de namoro, esquecer alguém, iniciar outro namoro. Uma nova amizade. Tantas coisas que são ditas como se fossem equações matemáticas, simples de resolver, mas que na verdade são um processo, cheio de pequenos detalhes que podem dar errado ou absurdamente certo a qualquer segundo.

Quantas e quantas vezes não lhe disseram para conhecer alguém novo, mas acabou que ninguém realmente te ensinou como passar pelo processo? Ninguém sentou de frente para você e resolveu te passar a receita, até porque ninguém aprendeu. Assim como processos de início de um emprego novo, escrever um livro, aprender uma atividade nova, conhecer uma nova banda. Entre descobrir a banda e se tornar fã, ninguém fala. Aquele processo de ir atrás, conhecer, errar e decorar.

O processo de transição é bem trabalhoso, e muitas vezes nem percebemos que estamos nele, porque, aliás, a chance é de estarmos o tempo todo em não um, mas vários processos de transição. Isso é evoluir, é mudar, mas nunca acontece tão rápido quanto achamos que é. Mas é o que dizem, o importante é mudar com destreza, não com velocidade.

Pra fazer!

Com tantas ideias de receitas/nail art/roupas DIY, estamos abrindo uma seção nova no blog, a PRA FAZER! Vai ficar mais fácil navegar pelas ideias criativas (e aleatórias) de tutoriais.
Lembrando que os vídeos de maquiagem continuarão levando a tag FASHIONISTA, que engloba tudo de beleza que falarmos aqui no blog, para facilitar a busca. Para a lista dos vídeos, visite nosso canal no YouTube.
Qualquer dúvida, usem a caixa de comentários.

Primeira (em termos) receita do blog! Haha!



E logo vem aí uma promoção no blog! Fiquem ligados! :D
O que mais vocês gostariam de ver no blog? Me segue no Twitter e me conta. 
Beijos!

Dica de Filme!

The Breakfast Club - ou Clube dos Cinco - conta a história de cinco estudantes, de estereótipos diferentes (a patricinha e o lutador populares, o desajustado, o nerd e a gótica - na falta de uma melhor palavra), que são mandados para a detenção após transgredirem algumas regras da escola. Ao fim do dia, eles descobrem que tem mais em comum do que pensavam.



Assim que ouvi falar sobre o filme, fiquei interessada em assisti-lo, não só pela sinopse, mas também pela fotografia e pelo ano. Algo que me surpreendeu foi que o filme todo se passa no ambiente escolar, e, por mais maçante que possa parecer,  a história desenvolvida te prende e o filme acaba antes mesmo de você se dar conta. Quando acabou, confesso que fiquei esperando mais um pouco. 
Quem estiver procurando por algo mais antigo, mas ao mesmo tempo divertido. Esse é o tipo de filme que consegue te fazer refletir sobre suas ações sem ser cansativo ou sem-graça. 
Recomendo! :)

Por que com você seria diferente?

Hoje, passando pela casa da minha mãe, notei que ela resolveu se livrar das tralhas. Ela vive reclamando de como minha vó guarda eletrodomésticos antigos, panelas antigas, móveis antigos e não se desfaz de nada, mas aí eu percebi que ela faz o mesmo. Não foi com espanto, não ainda, que olhei para a minha vida, pois sei que sou o oposto delas. Uau, mas do que eu estou falando? Se sou tão sã e oposta, por que com você seria diferente? Desde minha adolescência, nunca hesitei em me livrar de cadernos sem páginas em branco, esmaltes que estavam estragando, sapatos já menores que meu número, roupas velhas, porque é assim a vida, precisamos nos livrar de tudo que parou de nos fornecer benefícios e começou a ocupar espaço inútil. Foi assim que eu aprendi e pensei desde cedo. Temos que tirar o que não funciona mais pra dar lugar à coisas melhores ainda. Mas se eu sou tão diferente assim, por que eu ainda não consegui tirar você da minha vida?