Até antes eu tinha uma mania absurda
de levar em consideração tudo sobre minha pessoa. Das críticas as coisas boas,
mas no final acabei mesmo descobrindo que quem deveria estar escrevendo a
história do que eu realmente seria quando crescer era eu. Aliás, fazia tanto
tempo que gostaria de escolher meu próprio caminho, mas acho que era nova suficientemente
e não tinha consciência do que o mundo estava me preparando.
Eu seria derrubada, machucada,
teria resoluções de problemas fáceis, mas como nem tudo é um verdadeiro mar de
rosas, a vida acaba trazendo as bombas que já esperávamos com tanta tristeza,
mas muita esperança de serem resolvidas num piscar de olhos. Acabei aprendendo
que ninguém nasceu sabendo de tudo, e que não fomos programados automaticamente
para agradar uns aos outros. Estamos aqui para fazer o que se a de melhor neste
momento: Viver.
Viver é para poucos e quem sabe
do que estou falando, não é no sentido de correr riscos. É simplesmente não ter
hora pra voltar, não ter problemas a serem resolvidos a toda hora, mesmo eles
sendo constantes. É aprender a dar um “turn off” neles e ser feliz. Sorrir com
quem te faz bem, rir por coisas idiotas, porém, são elas que lhe fazem ter um
dia mais completo. Chorar quando necessário e não ter medo de demonstrar, e não
ter medo de dizer a verdade. E o principal, sair se importando com tudo o que
falam e pensam sobre você é um problema do qual eles não deveriam estar
resolvendo.
Chega um momento que cansa e não
dá para viver do que todos pensam ou dizem sobre você. Quer um conselho? É
simples, caminhe e mude o que tiver que mudar, mas que seja somente por si
próprio, e porque viu o erro que cometeu e que realmente estava agindo de
maneira incorreta. Faça por sua pessoa, e não pelos outros, porque se não vai
ser difícil como saber conviver em sociedade, já que ela nos engole com seus variados
desafios.

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