Beleza é um estado de espírito

Foi numa festa que eu me dei conta. Já tinha tomado algumas, então, de cara, já não me dei muita atenção. Mas depois aquele pensamento veio batendo lentamente, pouco a pouco, na minha cabeça, até que foi impossível ignorá-lo. Até que, pra mim, ele se tornou verdade. A minha verdade.

É que disseram que uma garota era muito linda, e eu percebi que não compartilhava daquela opinião. Era uma mulher, quase em seus trinta, com cabelo normal, olhos comuns e roupas bonitas - mas o que tem a ver com beleza? Só que tinha alguma coisa nela que a tornava completamente diferente da maioria das outras que também estavam naquela festa, com os mesmos olhos castanhos - que nunca é tão exaltado quanto merece -, uma saia parecida, o mesmo estilo de cabelo. 

E eu comecei a observar, intrigada.

Foi quando eu comecei a reparar o que ela tinha de diferente, que extra aquela garota carregava. Não era o modo de se comportar, ou as suas curvas, ou a cor do seu blush que era diferente, especial. Não, era algo muito mais imprevisível. Ela só parecia se amar. Eu juro! Ela sorria e dançava como se estivesse completamente confortável em sua própria pele. Como se amasse cada segundo de simplesmente ser. 

Só então eu entendi que talvez isso fosse o amor-próprio - mas essa era só a ponta do iceberg. 

Ela era comum. Mas uma rosa não é menos bonita só porque todas as outras também são vermelhas. Comum como eu, como você e várias outras bastardas por aí que enxergam o comum com desgosto, que quase tem um ataque cardíaco por se imaginarem iguais a alguém, mas que não hesitam em apelar para a progressiva, a lipoaspiração, ou recorrer ao botox quando sentem que não se enquadram no padrão. Foi aquela garota que, mesmo sem nunca saber meu nome, me ensinou que há beleza em ser único, amar a si mesmo, no estágio da vida que for. 

Tinha essa coisa totalmente inexplicável sobre ela, essa aura que a tornava diferente, embora de relance parecesse brutalmente comum. Comum às outras garotas perto dela. Rendera-se aos padrões de beleza, por quaisquer motivos que fossem, mas manteve o amor-próprio intacto. 

Talvez soubesse que o padrão está em constante movimento, e que não vale a pena se apegar a algo assim.

Vai ver é por isso que dizem que a beleza - o que importa - vem de dentro. 

Sobre ser o suficiente (auto-ódio)

Gorda.
Devia comer menos, me sinto grande demais. Quando essa blusa começou a apertar nas laterais? Essa balança deve estar com algum problema. Tá olhando o quê? Nunca viu ninguém com a calça apertando um pouquinho? Como se ninguém tivesse gordurinhas.

Feia.
Essa espinha já tá na minha testa há quantas eras? Desde quando o meu nariz é torto assim? Nossa, meu cabelo precisa cair desse jeito? Por que ele não pode ter mais brilho ou ser um tonzinho mais claro? Melhor cobrir com maquiagem. Só pode ser por isso que ele não quis continuar comigo, meu sorriso é estranho demais. E essa mancha no meu ombro? A blusa fechada vai cobrir perfeitamente.

Fora do padrão.
Baixa demais. Alta demais. Braços finos. Desengonçada. Olhos grandes. Olhos separados. Juntos demais. Pequenos demais. Sobrancelhas finas. Espessas. Desgrenhadas. Unhas roídas. Cílios ralos. Voz ruim. Pernas grossas. Finas. Tortas. E se eu puxar esse shorts um pouco... mais... pra cima? Cabelo escuro demais. Loiro demais. Vão me achar sem-sal. Lábios sem cor. As bochechas não coram. Pele oleosa.

Sem-graça.

                    Comum.




                                                                                 Sozinha.


Ensaio sobre o fim

Hoje em dia tá lá, sorrindo com todo mundo, como se eu nunca sequer tivesse passado pela sua vida.
Mas eu passei.

Tá namorando outras, até parece que nunca me disse que eu era a única na sua vida. 
Mas disse.

Tá com novas melhores amigas, sem mandar nem lembranças, como se eu também nunca tivesse sido a melhor amiga.
Mas eu fui.

Viaja pra todos os cantos, e faz questão de ir aos mesmos lugares que já fomos, como se fosse a primeira vez.
Mas não é.

Tá bebendo mais do que nunca, espalhando por aí de peito cheio que é porque o salário dele aumentou.
Mas há quem discorde.

Tá se perdendo entre tantos corpos, como todos os outros, sendo mais um pra qualquer um assim como todo mundo um dia foi qualquer um para alguém. Sozinho, ele tá sendo só mais um.
Mas ele não é.

Tá por aí, em todo canto, sorrindo o meu sorriso pra qualquer uma, gastando os meus elogios em desconhecidas, às vezes se convencendo bem demais que eu nem existi, às vezes voltando à dura consciência e sentindo falta de quem a gente era. Daquilo que era único.
Mas isso é passado.

Sobre a autodestruição, o medo, e o gostar.

Essa vai ser minha última confissão, meu grito de socorro. O último aviso de chance de fogo antes que a artilharia seja pesada. Porque vai rolar fogo, e eu não vou olhar para trás quando tudo for pelos ares. Pode até passar pela sua cabeça por que é que eu estou pedindo ajuda, se eu mesma tô acendendo o isqueiro para destruir tudo de uma vez. Entendo a sua confusão.

Só quero que você me salve de mim mesma.

É muito complicado de dizer e eu sinceramente tento ter consciência de que você pode acabar entendendo menos ainda, mas eu preciso tentar. Se eu tô pedindo, é porque eu tenho noção disso. Mas o medo me vence toda vez. Se dizem que é pra aprender a conviver com o medo, eu aprendi bem demais. Deixei a sala de estar e meu quarto todinhos pra ele. E provavelmente a cozinha também, porque até a fome eu perdi. Faz algum sentido, não faz? Metaforicamente, pelo menos.

É quase como se eu estivesse com a faca na mão dizendo "Ei! Venha me impedir de fazer isso, seu idiota!". Eu sei o que estou fazendo, mas por que é tão importante que você note? É que gostar de você me lembra exatamente a sensação de quando eu perdia o controle do tratorzinho amarelo de brinquedo. O que aliás, eu descobri depois que é a mesma sensação de quando se pilota um veículo de verdade e se perde o controle sobre ele.

Então, é, gostar de alguém (você) me dá a mesma sensação de perder o controle de um veículo em alta velocidade. Porque a situação é quase a mesma, se for ver bem. Eu perdi o controle e não tenho nenhuma pista se você no mínimo liga de o carro bater e tudo ir pelos ares. É uma bomba relógio, você sabe, e isso (nós) poderia acabar a qualquer segundo. Mas eu continuo acelerando até sair da pista e, quem sabe, capotar. Porque alguma parte ínfima dentro de mim resiste bravamente, agarrada à crença de que isso pode valer a pena, de que nós vamos passar pela curva. Porque por algum motivo muito insano, eu só quero que você reaja.

Porque de alguma maneira muito maluca e que talvez só faça sentido em outra dimensão, o que eu mais quero é que seja você quem me olhe nos olhos e me faça parar. Que ponha as mãos sobre as minhas no volante e me diga pra respirar fundo, que vai ficar tudo bem.

Texto dos outros

"Eu queria saber por que ele se foi. Quais foram suas razões. Por que ele mudou de ideia.
Por todos esses anos, eu revirei em minha cabeça - todas as possibilidades - mas nenhuma delas faz nenhum sentido.
E então eu penso, talvez fosse porque ele nunca me amou. Mas isso faz menos sentido ainda."


I wish I knew why he left. What his reasons were. Why he changed his mind.
For all these years, I have turned it over in my head - all the possibilities - yet none of them make any sense.
And then I think, perhaps it was because he never loved me. But that makes the least sense of all.
Lang Leav
 

Tudo o que eu queria

Consegui o que eu sempre quis. O vestido de quatro dígitos, o complemento mais do que excelente para a festa do ano à qual fui; o melhor passeio de barco, logo em seguida, seguido do pôr do sol acompanhado do champagne mais caro de que já se ouviu falar. Estava com o corte de cabelo perfeito, acompanhada daquela bolsa que consegui antes de todo mundo e o namorado mais cobiçado do meu grupo de amigas a tiracolo. Os sapatos da estação me esperavam, assim que eu tirasse o biquíni. O bronzeado ideal que só alcancei clinicamente, junto com os seios, só estariam completos com os cílios mais bonitos do mercado. Nas mãos, adornadas com postiças exuberantes de porcelana, o celular da última geração. À minha frente, minhas dez melhores amigas, munidas de câmeras de altíssima resolução, registravam cada segundo, algumas postando diretamente online, para que todos pudessem admirar-nos. As festas, as comidas, as roupas, os trejeitos montados, os sorrisos, as luzes... Nunca tive dúvidas, alcancei tudo o que quis, mas se pudesse, alcançaria mais. Prometi-me que alcançaria tudo. 

Mas afinal era tudo, tudo o que eu precisava?

Texto baseado na ideia "Você nunca vai conseguir ter o suficiente daquilo que não precisa", ou algo por aí, que eu ouvi em uma aula de redação.

Cópias

Elas nunca vão ser como eu. Pelo menos quanto a isso eu tô tranquila. Nunca vão gostar daquela banda tão apaixonadamente como eu, ou saber exatamente quais os acordes que você erra, quando vai tocar a terceira música do primeiro CD deles. Pode procurar em todas as esquinas desse país, que eu quero ver a sua dor no peito quando notar que vai ser impossível encontrar alguém meramente parecida comigo. Nenhuma outra vai entender o que você realmente quer dizer quando fala que está com um pouco de fome, ou mesmo dor de cabeça. Ou quando você escolhe o pior filme no cinema só pra inventar um motivo besta pra uma briga babaca que vai terminar antes do filme começar, só porque você adora fazer as pazes. Quero ver alguém que entenda isso. Ou uma que consiga entender - e suportar - a sua mania de deixar o carregador na mochila, e sempre esquecer de tirar de lá e depois ficar atormentando todo mundo até descobrir onde tá. E sempre tá no mesmo lugar. Quem sabe um dia você encontre uma que suporte as tuas mancadas, tão sincronizadas com as datas especiais. Nenhuma vai ser tão sincera ou verdadeira quanto eu. Eu quero ver a próxima te dizer tanta coisa na cara e você conseguir sentir com a mesma intensidade que sentia antes, que eu só implicava tanto porque eu me importava com você. E isso é só uma amostra, a ponta da ponta do que eu sou, do que eu fui, e que pra tua infelicidade nenhuma delas vai conseguir ser metade. Eu sei disso porque você sabe, eu era perfeita pra você. Você tinha a mim, mas preferiu procurar as cópias. 

Meus altos e baixos

Minha vida sempre foi uma corrida de montanha russa. Dizem que a vida é uma loteria, ou pelo menos foi assim que eu vi em algum livro, uma vez. Mas não. A vida comigo sempre foi o alto extremo, a ponto de me fazer tremer de emoção, e o vale tão baixo que só repassar as lembranças já fica doloroso. Com o coração, nunca foi muito diferente. Às vezes dava aquela taquicardia antes de dormir, uma ansiedade louca por alguém que nunca durou mais do que qualquer outro, e depois de algum tempo, uma calmaria tão mansa que chegava a dar tédio. Depois de um tempo parecia ter sido tudo um sonho, com aqueles momentos em que o tempo corre rápido demais, ou então se arrasta tão... devagar... que... cansa.  Eu tentei tantas vezes ir pro fim da fila e começar de novo, mas depois de um tempo isso se tornou exaustivo. Era como se eu estivesse num loop infinito, tão feliz, tão triste, tão alta, tão baixa, sem previsão de normalidade. Eu não tinha previsão de calmaria, - ou pior, achava que tinha, que a próxima vez as coisas mudariam - e talvez fosse isso o que me deixasse inquieta, tentando de novo e de novo... Até você chegar. Mas você não mudou o curso do jogo, não tornou as curvas mais suaves e muito menos os baixos mais sutis. Você pegou seu lugar ao meu lado, me deu a mão e me acompanhou naquela aventura vertiginosa. E foi aí que eu percebi o que era mais incrível nisso tudo, que o que eu precisava não era de alguém que movesse as montanhas por mim, mas alguém que me acompanhasse no passeio.

Era só um chapéu, mesmo

Foi como aquela brisa que passou e antes que eu pudesse me dar conta, já tinha ido embora. É que o vento já tinha batido tantas vezes que eu não imaginei que uma brisa tão leve acabaria tendo a repercussão de um furacão. Um pequeno descuido. Um momento com os pés na areia, de olhos fechados, cabeça para cima, aproveitando ao máximo o calor do sol. No segundo seguinte, a água mostrou quem é que mandava. Mas se eu prezava tanto pelo que a água deslocou de mim - que acabou não por levar, apenas por destruir, como se pelo prazer doentio de quem busca apenas criar obstáculos e demonstrar sua superioridade -, por que eu? Se tantos não davam o devido valor, qual o motivo de se manifestar em alguém que havia se descuidado por um milésimo de segundo? Seria insano ou real demais acreditar que a água pudesse estar se vingando injustamente por todas as vezes em que todo ser desfrutou dela sem lhe dar o devido valor, em um único e efêmero, como se ela não soubesse também sê-lo, ser? Pegou-me em desaviso, o mar, e tão rápido quanto o vento que embaçou minhas vistas, senti-me obrigada a aceitar com resignação, abaixar a cabeça e ir comprar outro chapéu. Porque perdê-lo foi como o dia em que, numa brisa ligeira dessas, perdi meu chapéu para o mar. 

Tô pedindo

Não dá pra ser assim
tão
       tão 
                 
                                     tão

longe de mim


Olha, me liga
Telefona         sim
                Ô
Só diz 
que volta pra mim

Só escuta


Deixa eu te dizer que desde o primeiro dia, tem sido tudo por você. Que desde então, até meus demônios eu deixei de lado. Deixa eu dizer e não foge.

Não é você, sou eu

Travei por tanto tempo. Tô num último esforço pra colocar algumas palavras para fora, de desesperadamente usar o resto das minhas forças para me defender. Esperança não me falta, nem fé. Fé em nós dois e por nós dois. Prova disso é que aguentei praticamente de olhos fechados enquanto você, o anterior, e todos os outros me diziam e repetiam com a mesma veemência e o mesmo sorriso tranquilizador que estava tudo bem. Claro que debati comigo mesma inúmeras vezes se não era melhor apelar para a antiga eu, aquela ousada, que não tinha medo de falar nada. Aquela que não pensa duas vezes antes de atear fogo a qualquer tentativa de assalto à minha felicidade. A louca que vive sentindo asco por quem fala as verdades pelos meios. Ela, sim, pode por um fim em tudo antes que você mesmo tenha a chance. Um milionésimo de segundo que fosse, antes que você se desse conta de estar entediado, ela (eu) teria ido embora e não sobraria uma lágrima para contar a história. Mas não! Insisti que dessa vez seria diferente, tinha reparado em tudo, abri bem os olhos, estava pronta para apontar para as estrelas e atir... Aconteceu tudo de novo. Você me desculpa, eu acabei de perceber que essa jornada talvez não seja sobre você. De repente os erros se repetem por outro motivo, que não a má sorte. Isso pode não ser apenas sobre os seus erros - que aliás eu não podia esquecer -, as suas faltas, a sua descoragem. Isso tudo é sobre mim. Porque quem ficou presa nisso fui eu. Então faz o favor de ir (como todos os outros foram). Porque, eu já disse para mim mesma, dessa vez é diferente.

Sobre a escola

Ei, atenção! Aí vai meu relatório mais sincero da possível instituição que mais existe por aí: Imaturidade. Claro que outras palavras também presentes no âmbito escolar também se encaixariam ali, mas acho que se a primeira fosse resolvida, provavelmente ninguém te julgaria. Ou faria joguinhos. Muito menos diria X se prefere Y, na esperança que você falhe em tentar acertar. E se você está no trabalho e isso também é a sua realidade, eu sinto em informar que você vive em uma extensão de escola. 

Se você pensa que eu chorei

Meu amor, de tão possessiva que fiquei, até achei que podia te chamar de meu. E lembro que, de início, até as mensagens no celular eu guardei, mas era só pra que eu soubesse quão querida eu podia ser. Os comentários nas polaróides, os bilhetinhos, as promessas, foi tudo pra embelezar meu ego. E a verdade, eu não nego, é que eu só queria alguém pra mandar.
E essas palavras são só pra te lembrar, que eu não te amei tanto assim e que a mentira era dizer que sim. 
Mas se por tanto tempo eu fiquei, é que o sorvete que você comprou era melhor que crème brûlée. E suas camisas me serviam bem demais. É que seu carro era mesmo macio, e seu rosto, um troféu. E todas aquelas horas falando com a sua mãe? No seu jardim tinha um dossel. Lembra que o perfume dela era francês? Nenhuma vez, bem, eu pensei em você.
É que você é mesmo assim, acha que de sorrir já estou afim. E eu vim te lembrar, se pensa que eu te amei até o fim.
Porque sei, agora, você sabe que isso não passou de uma paixonite. Amor meu, só chorei por você porque naquele dia esse amor me deu gastrite.

Ombré sem deprê

À parte do trocadilho tosco e de rima pobre, foi depois de ver - não um, mas vários - ombré lips, em um site de maquiagens, tutoriais e etc, que decidi dar algumas ideias de como usar e, principalmente, como não usar ombré nos lábios. 

Recordando, o ombré lips começou a ganhar destaque na Semana de Moda de Nova York, com a intenção  levemente sutil de dar profundidade aos lábios, truque que pode ser maravilhoso em mulheres com os lábios finos.

Portanto, como já se sabe, tudo o que usamos deve - ou deveria - ser usado para nosso benefício. As maquiagens não ficam à parte. Se o degradê, em termo vulgar, não valorizar seus lábios, dispense. 

Aprovados:
O primeiro vem inscrito no próprio tutorial que se deve preparar a pele dos lábios com primer para garantir hidratação e então aplicar batom de cor pêssego na boca toda. Em seguida, com os dedos, passar um batom de tonalidade vinho no centro do lábio inferior. Pressione os lábios um contra o outro para espalhar melhor no centro, e então passe, com um pincel de boca, o dourado no contorno dos lábios. 
A segunda composição (com dois batons e um lápis de boca da MAC), tem Morange - inicialmente - e Ruby Woo em volta. Para finalizar o contorno, Kohl Liner Smolder. Para dar um efeito mais bonito, espalhe pressionando um lábio contra o outro, a seu gosto. 

Alguns exemplos de como não usar:
Apesar de não acreditar que o segundo (a parceria vermelho + preto) seja realmente ombré, mas uma combinação distinta de duas cores, é nítido como nenhum deles realmente valoriza os lábios (eu sei que o primeiro é muito bem feito, mas ainda não vi nem uma pessoa usando batom assim na rua). Além de serem cores que só dariam certo em algum photoshoot, algo artístico - e que atire a primeira pedra quem não se chocou com ao menos uma dessas composições -, não valorizam os lábios, não os fazem saltar ou parecerem mais atraentes.

Eu pelo menos nunca vi nenhuma diva na balada, assim.

Se ela soubesse

Ela é a garota mais linda que eu já vi. Tem o gosto musical bom, embora com algumas bandas que não sei como ou por que (ela) se dá o trabalho de ouvir. É culta, lê tanto e sobre tanta coisa que não sei como as informações não entram em colapso a cada vez que (ela) abre a boca. Gosta de filmes de romance e aventura, mas não discrimina o terror, que rende um bom abraço em desculpa para o medo. Conversa; sabe usar bem as palavras, me deixa louco, queimando em confusão, lendo as entrelinhas criadas espontaneamente - parecendo sem querer -, com um desprendimento fantástico. Apesar de ter uma opinião sobre tudo e não hesitar dividi-las comigo, é introvertida com outros e às vezes até tímida. Só conheço seus olhos brilhantes, só conheço seu sorriso nobre, seu corpo afortunado que, perto de mim, só falta reluzir. Ela sabe que só existe ela em mim, tem a clara noção disso. Ela não sabe, mas é perfeita. Seu andar é diversificado; suporta saltos absurdos, longas corridas de tênis e mesmo areia escaldante, mas quando me dá as costas e se afasta, sem olhar pra trás, vacila. É bela tanto quanto tem medo. E tanto tem medo.

Dica de Filme (e livro): Warm Bodies

O filme Warm Bodies, traduzido para Meu Namorado É Um Zumbi, fala sobre a história do zumbi R (Nicholas Hoult, mais conhecido por "Skins" e "Um Grande Garoto"), que conta sua história desde pouco após ser infectado - e com isso eu quero dizer morto - e transformado em zumbi. Porém, ele é um zumbi um pouco diferente, que consegue quase sentir algumas coisas além da fome.

- SPOILER -
Numa das vezes em que sai para caçar e se alimentar, em um ataque zumbi a um grupo de humanos, ele come o cérebro de Perry, namorado de Julie. Com isso, ele pega os sentimentos e as memórias dele, o que o impulsionam a proteger Julie e a levar consigo.
- SPOILER - 


Juntos, eles acabam se conhecendo melhor - e apenas isso, até então - e, com R. redescobrindo o que é sentir e ser humano, acabam por criar uma corrente de mudança nos zumbis, trazendo esperança de cura à população dos sobreviventes.

Zumbi R.

Apesar de ter sido avisada de que o filme era uma porcaria - meus amigos infelizes não mediram palavras -, eu acabei adorando (eu e os vários milhares de americanos que levaram o filme ao primeiro lugar, logo na semana de estréia). Talvez porque sou cega de amores pelo Nicholas Hoult, confesso, mas a atuação dele no filme é realmente boa. A fotografia do filme é bonita, a história tem alguns argumentos iniciais bem fraquinhos, mas a mensagem que o filme passa é importante.

UPDATE: A resenha deveria ser apenas do filme, mas fazendo alguma pesquisa, descobri que o filme é inspirado no livro Sangue Quente, de Isaac Marion. 

R é um jovem vivendo uma crise existencial – ele é um zumbi. Após vivenciar as memórias de um adolescente enquanto devorava seu cérebro, R faz uma escolha inesperada, que começa com uma relação tensa, desajeitada e estranhamente doce com a namorada de sua vítima. Julie é uma explosão de cores na paisagem triste e cinzenta que envolve a “vida” de R e sua decisão de protegê-la irá transformar não só ele, mas também seus companheiros mortos- vivos, e talvez o mundo inteiro. Assustador, engraçado e surpreendentemente comovente, Sangue Quente fala sobre estar vivo,
estando morto, e a tênue linha que os separa.

Essa é a sinopse do livro, no site da Saraiva. Já gostei do filme, agora é que estou louca pra ler o livro, mesmo! E vocês? 

Aliança não é brega, não

"Anel de namoro é brega". Eu podia ter dormido sem essa, pensei assim que li essa frase. Claro, eu não precisava estar atualizando freneticamente as redes sociais - consequência da falta de paciência com os livros que deveria estar lendo -, mas não dá pra negar que fiquei contrariada por essa frase tão imprudente.
A única coisa que pude concluir imediatamente - além de que a garota era solteira - era que ela prossivelmente tinha se machucado e estava com aquele rancor de quando se é tirada à força de um relacionamento.
Tive vontade de dizer abertamente pra ela como é bom ter alguém pra quem correr pros braços, uma pessoa com quem contar e para contar tudo o que se pensa, alguém que sabe os seus defeitos, te conhece do avesso e que ainda assim consegue te amar ao absurdo ponto de ter ciúmes de você. 
Controlei o impulso de falar como ela estava equivocada em pensar assim e de expor tão descaradamente sua ideia tão imprecisa do amor. Sendo a aliança um dos grandes símbolos de amor, um sinal discreto, mas presente de quem você gosta, como poderia ser brega? 
Gostaria de ter tempo para esperar e ver tal garota se apaixonar, começar a namorar, querer mostrar a todo mundo como ela é só dele e ele é só dela, mas ter que se contentar com status de relacionamento de rede social porque - infelizmente - aliança de namoro é coisa brega.

Filmes novos chegando!

Com tanta novidade, fica até difícil postar tudo em dia! Quem ainda não viu o trailer dos novos filmes, franquias que são apostas de Hollywood?

Para quem leu Percy Jackson, ficou um pouco decepcionado com o primeiro filme - pessoalmente, eu li e fiquei, porque sei que tiraram vários elementos que eu considerava importantes, a começar pela idade do Percy, mas deixa isso pra depois - mas o trailer do segundo promete um filme com uma maior gama de detalhes, que provavelmente deixarão o filme muito mais fiel ao livro, em comparação ao primeiro.
Vamos ao trailer?



E pra quem segue a linha de Jogos Vorazes, também tem novidade no ar. Saiu um teaser (eu sei que tem um que saiu já faz um mês, ok, mas 'guenta aí!) do trailer e agora um SNEAK PEEK - ou seja, mais um teaser - do trailer oficial, direto da página da MTV.
Vamos lá.



Adivinhem quem estou animadíssima?
E vocês, o que acharam? Estão esperando algum outro filme?

Gente Grande

Pensei, mesmo sem nunca ter pensado muito sobre o assunto, que a maturidade viria natural e eventualmente, tão devagar que eu só poderia notar depois que já fosse outra. Não achei - e posso afirmar mesmo sem ter ponderado isso, porque sei que se me perguntassem, eu discordaria - que seria tão rápido a eu me ver mudar, passar a me trancar dentro de mim, lidar com meus próprios problemas, em vez de colocá-los em um pedestal e metralhá-los a todos que se aproximassem.
Fiquei assustada de ver que as mudanças chegaram tão quieta e rapidamente e logo fixaram moradia, me deixando completamente sem rumo, a calcular freneticamente todos os passos que eu dava - porque agora eu sabia como qualquer erro poderia ser fatal. Ou talvez fosse assim que a dramatização tivesse sido passada pra mim.
Corri de mim muitas vezes, entrando no que chamam de depressão - ou, pra mim, introspecção - porque em inúmeras chances, eu errei, e não conseguia ver onde e ser tão errada sempre me frustrou. Sentir a incapacidade sempre me debilitou demais. É engraçado, não é? Porque eu não era incapaz, só tinha medo do desconhecido.
O desconhecido nunca trouxe nada que alguém saberia descrever, e por razões óbvias, nem nunca deixou que as pessoas pisassem com firmeza no chão. De onde eu assistia, era como pisar em gelo fino, num lago recentemente congelado. Podia dar tudo perfeitamente certo ou irreparavelmente errado.
Só que eu não corri mais. Essa mudança louca, quando menos esperei, me fez enfrentar todos os meus medos antes mesmo que eu me desse conta e pisar com segurança naquele gelo fino, armada apenas de fé e da desculpa de que só queria ver no que ia dar.
Porque era assim que eu via os adultos fazerem.

Se você perguntasse como estão as coisas

Talvez tudo ficasse mais fácil se parassem de me perguntar sobre você, ou mais ainda, se começassem a controlar os olhares de pena quando veem que eu mesma não sei responder direito o que aconteceu. Não sei, mesmo, e às vezes acredito que nem você sabe. De um dia pro outro, o seu sorriso se desfez, o seu toque pareceu menos disposto e a sua risada, mais comedida. Suas respostas vinham espaçadas, como se realmente fosse preciso muito tempo para responder perguntas tão simples quanto as que eu fazia. Entendi, eventualmente, que você evitava falar sobre a parte complicada de nós, aquela que nenhum dos dois sabia como por em palavras, ou talvez algum de nós só não tivesse interesse em ter o trabalho de explicitar. Evitava assumir como não era confiável, ou relembrar de como desistiu de mim em tempo recorde. Evitava, e só. Foi de repente. Cortou todos os laços antes que eu me desse conta, virou as costas e correu. Veloz como um tiro. Partiu tão rápido que não tive tempo de colocar nossas fotos na sua mala. Porque se é para ir embora, no mínimo tivesse a decência de levar tudo, me deixar zerada, pronta pra outra. Foi triste ver como eu fiquei de olhos fechados por tanto tempo, tão iludida naquela tranquilidade querida, mas instável. E você sabia disso, mas preferiu o silêncio, que era melhor para você. Entendo, ninguém gosta de assumir os próprios defeitos. Mas gosto das fotos porque tenho certeza que elas não vão mudar, mesmo quando as pessoas nela, vão. Pode deixar que as fotos eu guardo.

Da transição ninguém fala

Passei a última semana confinada com meus pensamentos. Dentro da minha cabeça tudo pareceu entrar em conflito, como se estivesse acontecendo algo muito mais importante do que eu jamais previsse, e por mais que eu quisesse prestar atenção no que meus amigos falavam enquanto jantávamos ou nos filmes a que assisti, não adiantou muito o esforço. O motivo de tanta dispersão foi uma frase dita levianamente, numa dessas ruas que a gente pega por engano.

Comecei a pensar em todos os tipos de transições pelas quais passamos pela nossa vida, mas que não nos damos conta. O crescimento, já que só percebemos quando estamos com quase vinte anos, aí paramos, olhamos para trás e pensamos em como crescemos rápido. Lemos os livros de história, sobre como os fatos se dividem em 4000 a.C, 900 a.C, mas poucos se dão conta de que ninguém chegou, fincou uma bandeira e declarou o fim do período neolítico.

Fim de namoro, esquecer alguém, iniciar outro namoro. Uma nova amizade. Tantas coisas que são ditas como se fossem equações matemáticas, simples de resolver, mas que na verdade são um processo, cheio de pequenos detalhes que podem dar errado ou absurdamente certo a qualquer segundo.

Quantas e quantas vezes não lhe disseram para conhecer alguém novo, mas acabou que ninguém realmente te ensinou como passar pelo processo? Ninguém sentou de frente para você e resolveu te passar a receita, até porque ninguém aprendeu. Assim como processos de início de um emprego novo, escrever um livro, aprender uma atividade nova, conhecer uma nova banda. Entre descobrir a banda e se tornar fã, ninguém fala. Aquele processo de ir atrás, conhecer, errar e decorar.

O processo de transição é bem trabalhoso, e muitas vezes nem percebemos que estamos nele, porque, aliás, a chance é de estarmos o tempo todo em não um, mas vários processos de transição. Isso é evoluir, é mudar, mas nunca acontece tão rápido quanto achamos que é. Mas é o que dizem, o importante é mudar com destreza, não com velocidade.

Pra fazer!

Com tantas ideias de receitas/nail art/roupas DIY, estamos abrindo uma seção nova no blog, a PRA FAZER! Vai ficar mais fácil navegar pelas ideias criativas (e aleatórias) de tutoriais.
Lembrando que os vídeos de maquiagem continuarão levando a tag FASHIONISTA, que engloba tudo de beleza que falarmos aqui no blog, para facilitar a busca. Para a lista dos vídeos, visite nosso canal no YouTube.
Qualquer dúvida, usem a caixa de comentários.

Primeira (em termos) receita do blog! Haha!



E logo vem aí uma promoção no blog! Fiquem ligados! :D
O que mais vocês gostariam de ver no blog? Me segue no Twitter e me conta. 
Beijos!

Dica de Filme!

The Breakfast Club - ou Clube dos Cinco - conta a história de cinco estudantes, de estereótipos diferentes (a patricinha e o lutador populares, o desajustado, o nerd e a gótica - na falta de uma melhor palavra), que são mandados para a detenção após transgredirem algumas regras da escola. Ao fim do dia, eles descobrem que tem mais em comum do que pensavam.



Assim que ouvi falar sobre o filme, fiquei interessada em assisti-lo, não só pela sinopse, mas também pela fotografia e pelo ano. Algo que me surpreendeu foi que o filme todo se passa no ambiente escolar, e, por mais maçante que possa parecer,  a história desenvolvida te prende e o filme acaba antes mesmo de você se dar conta. Quando acabou, confesso que fiquei esperando mais um pouco. 
Quem estiver procurando por algo mais antigo, mas ao mesmo tempo divertido. Esse é o tipo de filme que consegue te fazer refletir sobre suas ações sem ser cansativo ou sem-graça. 
Recomendo! :)

Por que com você seria diferente?

Hoje, passando pela casa da minha mãe, notei que ela resolveu se livrar das tralhas. Ela vive reclamando de como minha vó guarda eletrodomésticos antigos, panelas antigas, móveis antigos e não se desfaz de nada, mas aí eu percebi que ela faz o mesmo. Não foi com espanto, não ainda, que olhei para a minha vida, pois sei que sou o oposto delas. Uau, mas do que eu estou falando? Se sou tão sã e oposta, por que com você seria diferente? Desde minha adolescência, nunca hesitei em me livrar de cadernos sem páginas em branco, esmaltes que estavam estragando, sapatos já menores que meu número, roupas velhas, porque é assim a vida, precisamos nos livrar de tudo que parou de nos fornecer benefícios e começou a ocupar espaço inútil. Foi assim que eu aprendi e pensei desde cedo. Temos que tirar o que não funciona mais pra dar lugar à coisas melhores ainda. Mas se eu sou tão diferente assim, por que eu ainda não consegui tirar você da minha vida?

Foi no outono passado


Eu ainda lembro do cheiro dos cigarros dele, como se a qualquer momento ele fosse voltar e me entorpecer, tirar todos os meus sentidos antes mesmo de encostar em mim. Lembro da tatuagem que ele tem nas costas, do videogame, do sofá desconfortável, da janela sem cortinas, da pilha de filmes ao lado do DVD, do notebook e até das notas ruins que ele tirava. Também nunca esqueci da sua voz, por mais que ligações não tenham sido nosso forte, nem andar de mãos dadas, ou sair juntos todos os dias. Mas, muito mais do que qualquer detalhe ou lembrança pequena, sempre lembro do que aprendi com ele, que, por mais que duas pessoas sejam tão diferentes, enquanto for da vontade das duas, tudo pode dar certo.

Top 5: Músicas Românticas

 Para aqueles que estão com o coração apaixonado, se derretendo por alguém que realmente te faça sentir importante, passo para deixar a playlist que preparei especialmente aos pombinhos. Espero que gostem. Nem todas são novas e algumas podem até ser consideradas. Antes que eu me esqueça, dúvidas, problemas, sugestões, ajuda equipedvp@gmail.com


Vou começar com esta música que eu sou apaixonada, Bruno Mars com Just The Way You Are




Ainda com o mesmo cantor, Bruno Mars, a música It Will Rain tem um jeito bem romântico, dá até aquela vontade de ficar abraçada (o) com a pessoa que mais gosta.



Não sei se devo considerar esta música muito romântica, mas eu particularmente a acho linda, e tem um certo clima no ar. A música 93 Million Miles, de Jason Mraz.
 
 Outra música que é apaixonante e vem alegrando bastante os meus dias é esta da Colbie Caillat, chamada I Do.


Para terminar o meu último vídeo é também da linda Colbie Caillat e é um dos que mais me relembra de bons momentos, chama-se Fallin' For You.


Dias de ausência

Será que você se arrepende? Será que olha pra trás, lembra de mim, e ainda mais, se sente culpado pelas coisas que fez? Você veio, se esforçou pra conseguir um espaço na minha vida. Fez que fez até conseguir. E eu, que nem ligava pra nada, comecei a ir atrás, comecei a sentir falta. Foi como mágica pra desencantar da noite para o dia. Comecei a sentir um aperto aqui, no peito, culpa da sua ausência. Então, se era pra desistir, por que se esforçou tanto? Se matou pra me conseguir e no segundo que me viu ser sua, deu as costas. A pior parte é não ter sido só uma vez. E quando você voltar, o que eu vou fazer? Porque até agora, a única certeza que eu tenho é que você sempre volta. Mas eu tô cansada de ser seu porto seguro, seu colo quando você cansa de se iludir com essa vida boêmia. Você vem, bagunça tudo aqui e vai embora porque sente falta da sua vida louca e inconstante. Desde então, tenho uma rotina pros seus dias de ausência. Acordo acreditando por um minuto que te esqueci, e só por isso, já vejo que foi um engano. Num ciclo ininterrupto de dias, algum perfume, risada, uma peça de roupa ou mesmo uma lembrança insiste em voltar à tona e, sério, não importa quantas vezes eu tente apagá-las, tudo consegue me lembrar de você, de alguma forma. Mas olha só, enquanto eu gastava meu verbo, aqui, já se foi de novo. Então faz assim, vem logo dar um jeito nessa bagunça ou fica de uma vez por aí.

5 músicas novas que você precisa ouvir

Com um top 5 de músicas que vão do indie ao post-hardcore, alguma das músicas provavelmente vai te agradar! Aproveite pra conhecer alguma banda nova. :)

Escape The Fate com sua música nova Ungrateful


Misty Miller, com Girlfriend, pode até ser parecida com Avril Lavigne, mas seu estilo é completamente diferente.


Bleeding Rainbow é uma ótima escolha para quem gosta de música indie, Waking Dream.


Hot Chelle Rae tem uma pegada mais pop, e está com uma música nova, Hung Up.


E claro que com a volta do Fall Out Boy, não poderia faltar a nova música deles, My Songs Know What You Did In The Dark (e novo clipe, e datas de show e cd novo...)


Bônus!
Com a volta do Justin Timberlake, vale a pena conferir Mirrors, a mais nova música dele

Summer days are back

Não adianta ficar lembrando de você toda hora, tentar me forçar a arriscar todas as vezes ou buscar maneiras novas de me fazer acreditar que tudo vai dar certo no final, e que por isso eu deveria continuar a crer. Já está impossível me convencer que alguma coisa vai mudar e, portanto, me impedir de voltar a ser aquela viciada em liberdade, como antes. A cada segundo, sinto tudo o que eu era voltando à tona. Sempre fui assim ou foi só a sua presença que escondeu isso? Se foi você quem me mostrou quem eu realmente sou, não sei. Porque de repente eu achei tão errado voltar a ser alguém egoísta, impulsiva, auto-destrutiva, dona do próprio nariz, teimosa, insensível, errada. E dói, no fundo da alma, pensar que eu mesma não tenho mais controle sobre mim, que ver você ir embora foi o que voltou a desencadear tudo isso. Levou a melhor parte de mim, parte que aliás, devia era ser parte de você, não minha pra começar. E dói tanto que fiquei anestesiada, impossibilitada de ao menos sentir pesar por mim, por nós, ou por quem for. A mim não me importa mais nada. E já não adianta mais, se mudar de ideia, deixe mensagem na caixa postal, que eu já cansei de esperar pelo telefone. 

Aprendi com você

Ouvi dizer que só amamos aquilo que conhecemos, e às vezes até confundimos amor com paixão. Disseram também que a paixão é o que vem e esconde todos os defeitos, por mais que eles estejam escancarados. O amor é o coitado a saber e ver os defeitos, mas disposto a passar por cima deles. Mas pra mim sempre foi claro demais, a paixão nem chega a vê-los, é um alvoroço só passando por cima de tudo e de todos; não é à toa que ela é sempre arrebatadora. E depois dizem que o amor é que é cego. Bem, ele pode até ser, mas a paixão é impulsiva. Porque lembra quando você me disse que ficaríamos juntos pra sempre? Acho que nesse dia você quis dizer que estava apaixonado, não que me amava. Talvez ainda não soubéssemos enxergar a diferença entre os dois, mas agora, olhando pra trás, é bem distinto. E voltando a pensar nisso, tem lógica a paixão durar tanto tempo. É tempo o suficiente pra se conhecer a outra pessoa e passar a amá-la, pra quando a paixão resolver ir embora, não levar também o amor. Afinal, eu acredito mesmo que ódio, que não gostar, é o oposto do amor. Não pode ser a indiferença! Indiferença seria só antes de te conhecer, e apenas por esse fato. Sempre concluo que devíamos ter passado mais tempo nos conhecendo e criando nosso amor, pra que ele crescesse saudável. Mas não, sua paixão devastadora te fez atropelar tudo e todos; atropelou a nós, meu amor. Mesmo assim, o fim me ensinou que, embora com tantas diferenças, até se os piores obstáculos estiverem no caminho e se os ventos se opuserem, esses sentimentos levam ao mesmo lugar no final, mesmo se por caminhos diferentes. Se apaixonado, arrisca; se amando, perdoa.

Um conto de Romeu e Julieta moderno

Acho que ninguém mais no mundo conseguiu fazer a proeza que eu fiz. Me apaixonar à primeira vista foi uma das coisas mais insensatas que eu já consegui fazer. A parte ruim é que eu não me sinto nem um pouco mais leve ao assumir isso. Infelizmente, dizer isso em voz alta não alivia ou muda em nada o que sinto. A coisa só vai piorando. Conheço-o há três dias e criei uma obsessão terrível pelo coitado. Nem passamos o tempo todo juntos ou conversando. Muito menos sei se ele gosta da minha companhia. No entanto, já me mata de ciúmes ver como ele é simpático com todo mundo. É impossível ser especial, ainda mais quando é notável que todas as meninas caem loucas atrás dele. E, acredite em mim, não é auto estima baixa, mas elas são perfeitas.
Ele saiu de um namoro de dois anos, provavelmente não quer saber de amor por um bom tempo. Pelo menos não alguém que não seja a ex dele. Na verdade, ele parece rancoroso do amor. Eu não entendo nada da história dele e, mesmo que quisesse, não acho que ele me contaria. Parece que os pais deles morreram: a mãe, num acidente de carro em meio a uma gravidez e o pai, algum tempo depois. Já cheguei a ter medo de interferir demais se tentar conversar sobre isso. Minha melhor amiga tem ficado muito amiga dele, me dizendo que ele é um fofo e super possessivo. É feio ficar com inveja? Sabe, ele não é nem de longe o cara mais bonito do mundo, nem sei se é real ou sonho, mas alguma coisa nele me faz encará-lo antes que eu me dê conta. Ele tem algo familiar e, embora seja sempre fácil pra mim dizer o quê, dessa vez eu não faço ideia.


Realmente não sei! Minha cabeça começa a ficar nublada se penso muito nisso. Tenho o número dele, às vezes ele responde rápido, mas quando demora, começo a pensar se é alguma menina que está falando com ele, tomando todo seu tempo. Já usou drogas e parece que já foi preso. Pode até ser que não, mas creio que minha amiga também possa estar atraída por ele. Ou então, ferrou. Juro, esse garoto tem alguma coisa! Não faço ideia de quem possa morar com ele. Ele é um ano mais velho e está numa das faculdades mais concorridas do país, cursando mecatrônica. Chame de memória seletiva, mas nunca nem decorei o curso do menino com quem tento ter algo há 6 meses. Conheço Romeu há 3 dias! Ah, claro, tem a parte teoricamente boa: a língua natal dele é francês, a minha melhor língua e única, além de italiano, minha língua natal.
Ele é espontâneo, e conseguimos ser verdadeiros um com o outro. Adora Beatles, qualquer um que os adore já ganha pontos comigo. Mas eu tinha percebido que entreguei a droga do meu coração pra ele um pouco antes de descobrir isso. Tenho seguido-o por algumas horas com o olhar, sempre que possível e ele não costuma se dar com qualquer um, ou mesmo alguém específico. Ao mesmo tempo em que ele é tão espontâneo, também não se doa fácil, vai entender. No segundo dia, eu usava uma máscara de batgirl quando ele brincou comigo. Meu coração deu um salto. Nesse mesmo dia, ele arranjou uma máscara de batman, só pra combinar comigo. E ainda andou por aí, usando-a. Depois me diz como não me apaixonar!
Ele ama ler! Não consegui acreditar quando descobri isso. Já contei que ele é carinhoso? E eu sempre tão isenta de carinho, tão mal apresentada à carência, descobri que quero conhecer essa parte dele, e que estou disposta a experimentá-la. É muito estranho, porque de uma forma que eu nunca poderia ter previsto, ele se parece muito comigo, e ao mesmo tempo, é totalmente oposto, de forma a ser possivelmente o molde do meu encaixe singular demais. Sei que posso estar exagerando, mas se estou apaixonada, era o mínimo a se esperar: exageros, certo? Ouço até as vozes da minha cabeça dizendo que estou apaixonada. Pode ser que eu tenha encontrado a cura dos meus problemas, ou então quem vai desencadeá-los. O pior é que quero ficar pra descobrir.


Antes de saber que faculdade ele fazia, eu havia decidido prestar um curso do mesmo campus. Veja bem, não é tão óbvio quanto parece, apenas porque é uma boa faculdade. Há pelo menos 3 anos, escolhi pelo curso de humanas, e dias antes de conhecê-lo, comecei a pensar algo perto de exatas, que são no mesmo campus que o dele. Não há o curso de humanas que quero em toda a faculdade, independente dos campus, e considerar exatas veio antes de conhecê-lo, o que me deixa mais em dúvida ainda se era pra ser assim ou não.
Porque, se não o tivesse conhecido ainda, teria eu entrado em exatas e o conhecido lá? Como é dura a vida para os que acreditam em destino. Se devo levar como um sinal, não sei, já estou confusa. Cansei desses sinais complicados.
Agora que tirei essa ansiedade de mim, aproveito para descansar o sono que me foi roubado ontem. E também aproveito para fazer uma prece, que Deus permita que meu destino esteja entrelaçado ao dele. Que Ele não permita, aliás, que Romeu não sinta o mesmo, ou que eu perca esse sentimento novo e confuso, porém benigno, ou ainda que me sinta patética, quando acordar amanhã. Não só fé, agora eu tenho esperança. Há potencial aqui. Sei que vai dar certo. E fecho os olhos.

Acredite em nós

Desculpa por não saber o que dizer. A insegurança - ou algum sentimento que não sei definir- construiu muros em volta do meu coração, e apesar da imensa vontade de fazer dar certo, não sei o caminho para derrubá-los. Portanto, quando você diz palavras maravilhosas e eu respondo apenas com um sorriso, saiba que eu valorizo esse momento e, eu também tenho muito o que dizer, mas a paixão me confunde e eu não consigo expressar. Eu planejo um futuro para nós, mesmo lotada de dúvida e desvairamento, pretendo entregar-te todo o amor que nunca ninguém possuiu. Peço-te apenas paciência, a melhor parte está por vir. 

Dica de série: The Carrie Diaries

‎Para as meninas que estão ligadas na nova série The Carrie Diaries, eu estarei sempre que possível postando alguns pedaços dos espisódios que mais me chamam atenção. Para quem não conhece Os Diários de Carrie são relatos dos momentos adolescentes da protagonista principal da série Sex and The City. Momentos da escola, melhores amigos, seu estágio, e como toda vida de uma garota sempre tem que ter a malvada e o cara bonito, que no caso dá a maior moral para nossa grande menina.


No primeiro episódio retrata-se a história de Carrie, sua irmã Dorrit e seu pai, logo após a morte de sua mãe que teve câncer. Neste episódio além de contar a dor da perda de alguém importante em sua vida, surge a oportunidade de estagiar em Manhattan, onde a partir daí sua vida tende a mudar. Mas obviamente os relatos não são apenas sobre sua mudança de comportamento, porém também sobre seus amigos e seus dilemas que várias vezes são apresentados no episódio de estréia. Deem uma olhada que esta série promete.

Bem, como prometido eu deixei um pequeno pedaço do que eu realmente gostei no primeiro episódio. Fez muito sentido para minha pessoa e acho que para muitas de vocês também irá. Espero que gostem.

"Love is something we wait for. We imagine our first kiss, our first sex, our first I love you, but we never imagine our first heartbreak, maybe because is too painful to even imagine, but in a way, pain of love is what it changes us. It's the loosing of love that makes us who we are. The loss of a parent, of your virginity, who you thought you might be, of your innocence. There was losses or perhaps a step to adulthood, life gets more complicated, but its also filled with promise and the possibility to opening your heart to new beginnings and new dreams, and new places. These city was no longer fantasy, it was real and I knew now I wasn't searching for something or somebody here. I was searching for me, who I was, who I wanted to be. Finding my voice wasn't gonna be easy, but for the first time and a long time I thought it might be fun." - The Carrie Diaries

"O amor é algo pelo qual todos nós esperamos. Nós imaginos nosso primeiro beijo, nosso primeiro sexo, nosso primeiro Eu amo você, mas nós nunca imaginamos como será nosso primeiro coração partido, talvez porque é muito dolorido para se imaginar, mas de certo modo, a dor do amor é o que realmente nos muda. É a perda do amor que nos faz ser quem somos. A perda de uma mãe, de sua virgindade, de quem pensávamos que éramos, de nossa inocência. Existem perdas ou talvez um degrau para se tornar adulto, a vida fica mais complicada, mas é também preenchida com promessa e a possibilidade de abrir o seu coração para novos começos e novos sonhos, e novos lugares. Esta cidade não é mais uma fantasia, é real e eu sei que eu não estou procurando por algo ou por alguém aqui. Eu estou a procura de mim, quem eu sou, o que eu quero ser. Procurar minha voz não será nada fácil, mas pela primeira vez e por muito tempo, eu pensei que poderia ser divertido." - The Carrie Diaries
Dúvidas, problemas, ajuda, perguntas mandem um email para a equipedvp@gmail.com.

Dinamite

Queria entender de onde vem essa angústia irreparável que parece não ter  fim, que tira em um segundo todo o sentido que eu levo meses pra dar de volta à minha vida. Queria saber por que isso ainda tem tanto poder sobre mim, se eu mesma já jurei de pés juntos que não sentia mais nada, que aquela era a última vez. Pelo jeito não era. Quero, e preciso, entender por que você faz isso. Por que motivo me engana, me faz pensar que dessa vez vai dar tudo certo, mas no último segundo dá pra trás. Você fica brincando de escolher amores, mas comigo não é assim. Eu escolhi você, então se eu sou mesmo especial, me escolhe logo também. Mostra pra mim que eu também tenho valor pra você. Para de brincar e de me enrolar. Para de me confundir.  Tô confusa ao ponto de essas palavras ficarem presas na minha garganta e eu ser obrigada a escrever, se quiser me dar algum alívio. Tô procurando por um lugar pra descansar minha cabeça, sem precisar me preocupar com a hora de ir embora, então por que você não aproveita e descansa comigo? Para de correr porque você já sabe que só tá correndo em círculos, e sempre acaba voltando aqui, pra mim. Então, por que não fica de uma vez? Queria saber por que você faz tão bem, mas me deixa tão mal. Por que isso, por que aquilo. Por quê? 

Sobre um amor

"A verdade é que eu te amo. Que eu penso em você com a mesma frequência que o meu coração bate. E que a única coisa que eu desejo nesse momento, é você aqui comigo. Mas o destino não cooperou com a gente e acabou fazendo você encontrar outra pessoa e se apaixonar por ela. E cada vez o meu coração dói mais, porque eu percebo que essa pessoa não te merece. Mas eu não posso fazer nada, porque a escolha é sua... E sei lá, quem sabe um dia você perceba que eu estive aqui o tempo todo, bem na sua frente. Nos seus momentos tristes e felizes. Fazendo chuva, ou fazendo sol. Com um sorriso no rosto toda vez que te via, mesmo que estivesse chorando por dentro. E finalmente... Quando esse dia chegar, eu vou fazer valer a pena esse tempo que você teve que esperar por alguém que te entendesse e te amasse de verdade.  E eu te prometo que mesmo que não dure muito, ou que o destino interfira novamente, eu vou sempre precisar de você e sempre te amar. E se um dia um você precisar de ar, eu paro de respirar. Porque, sério.. Eu morreria por você. Eu te amo. Eu te amo tanto que isso está me matando." 
Foi isso o que ele leu, justamente a parte do meu diário que falava sobre ele. Como se todas as outras também não falassem. "Você disse que ia fazer valer a pena", ele me cobrou, tendo em mãos o papel que não me deixaria mentir que fui eu que escrevi tudo aquilo. Respondi imediatamente, o coração saltando pela boca "Mas também disse que o destino poderia interferir mais uma vez" e a última coisa de que me lembro foi dele rebatendo "E quem é esse?" com aquele ar cínico que só ele tem e me beijando em seguida.

O fim do cabelo ondulado?

Quem se lembra dos cabelos lisos? Pois é, eles já deixaram de ser moda há algum tempo, e agora a última coisa de que lembramos falar é o cabelo ondulado! Que menina, em algum ponto dessa febre, não quis ter o cabelo longo e com mechas onduladas e sexy? Pois é, em uma entrevista com o The New York Times, Garren Defazio afirmou "O cabelo ondulado se tornou velho, assim como aconteceu com o cabelo ultraliso". Já tendo lançado várias tendências, ele claramente sabe do que está falando.


E o look do momento, segundo ele, é o cabelo curto. Isso mesmo! Segundo Defazio, acima dos ombros, mas abaixo do queixo e com franja. "Ele é longo o suficiente para ela usar para trás com gel, e ainda é moderno, pois é fresco e amassado", disse. "Algumas das outras modelos estão levando o comprimento do cabelo acima dos ombros e, no meu salão, as mulheres optam por levá-lo da altura da clavícula para acima."


Essa é a modelo Karlie Kloss, que cortou o cabelo assim exatamente para um editorial da Vogue e acabou adorando! 
Eu amei! Achei inovador, prático, lindo e, particularmente, acho bom largar um pouco do cabelo ondulado. 
E vocês, o que acharam da nova tendência? Acham que pega mesmo?

(Leia a matéria na íntegra)

Nossa música acabou, mas e daí?


 Mas quer saber, liga sim. Quero atender com minha voz mais bonita, e te mostrar mesmo como estou "mal" com a sua falta. Quero mesmo te ligar e te mostrar que não perdi o ritmo, que mesmo com você falando que nossa música já tinha parado de tocar na rádio, e que só eu ainda dançava ao som dela, eu ainda danço muito bem, obrigada. E até canto, agora. Liga, sim, que aí vai ouvir no timbre da minha voz que quem perdeu foi você. Que não importa mais, mesmo, mas que quem não se importa sou eu. Mas liga mesmo, e aproveita pra me dizer que eu não sou nada sem você, que eu tô é doida pra me ouvir dando uma risada. 

Saudade não mata

Tanto tempo sozinha eu sofri, tantas noites na cama acordada eu passei, nunca chegou o telefone a tocar. Não importava a seriedade que eu impusesse, o quão pausada ou repetidamente eu dissesse, você nunca voltava. E a saudade de vez nunca se foi. Mas de repente, num dia qualquer, desses comuns dos quais ninguém espera nada, esse meu presente se tornou passado. A dor virou um espaço vazio sem definição. O mais engraçado foi que nesse mesmo dia o telefone tocou. Era você, mas a minha vida já havia mudado, minha forma de conjugar os verbos e os sujeitos já estava completamente diferente. Assim como o que eu sentia por você. Sem pressa, ouvi-me dizendo, segundos antes de te deixar com o telefone mudo, o que nesse tempo eu aprendi, do jeito que de você eu sempre ouvi: Relaxa, meu amor, que saudade não mata.

O fim do amor

Parou de machucar já tem um tempo. Você não funciona mais como a âncora que segura meus pés no chão, e eu não sou mais as asas que te levam ao céu, ou qualquer outro lugar inimaginável. Por mais que as folhas continuem a cair, até o vento parou de passar. Aqueles atalhos nem existem mais e o chão, antes tão bem cuidado, agora está cheio de ervas daninhas. Os caminhos finalmente deixaram de ser os mesmos e eu comecei a descobrir novas experiências. Sabe que nem chover, chove mais? Parece que até as nuvens evitam passar por nós. Quem somos, ou quem éramos, já não faz tanta diferença, já não tem força pra mudar quase nada. E sozinho, a sua força é menor ainda. E sobre a dor, doeu por muito tempo, mas hoje já não machuca mais. Você não queria estar morto como eu?

Querido ex-namorado,

Te conhecer foi a pior e... Talvez uma das melhores partes da minha vida.
E eu não sei porque me lembro disso toda hora.
Eu deixei de te amar inúmeras vezes ao longo do caminho.
Isso pode ser um pouco assustador pra você, mas o que eu sinto raramente é contínuo. Aliás.. nunca foi. Houve vezes que eu preferia morrer a falar com você. Parecia que tinha algo errado, não sei com quem. E outras, eu simplesmente não via nada, além de você.
Sei muito bem me apaixonar. Sei, mesmo.
Posso afirmar que quis me apaixonar por você.
Mesmo.
Consegui inúmeras vezes.
Você me conquistou várias vezes, você só não me manteve. Você não soube fazer isso. Mas eu sabia, eu queria ficar com você.
Então eu continuei ali, me apaixonando de novo e de novo.
E de novo.
Até que não deu mais.
Pode parecer bem irreal, mas eu não estou mentindo.
É muito pra você, não é?


Com carinho,
Sua ex-namorada.