Summer days are back

Não adianta ficar lembrando de você toda hora, tentar me forçar a arriscar todas as vezes ou buscar maneiras novas de me fazer acreditar que tudo vai dar certo no final, e que por isso eu deveria continuar a crer. Já está impossível me convencer que alguma coisa vai mudar e, portanto, me impedir de voltar a ser aquela viciada em liberdade, como antes. A cada segundo, sinto tudo o que eu era voltando à tona. Sempre fui assim ou foi só a sua presença que escondeu isso? Se foi você quem me mostrou quem eu realmente sou, não sei. Porque de repente eu achei tão errado voltar a ser alguém egoísta, impulsiva, auto-destrutiva, dona do próprio nariz, teimosa, insensível, errada. E dói, no fundo da alma, pensar que eu mesma não tenho mais controle sobre mim, que ver você ir embora foi o que voltou a desencadear tudo isso. Levou a melhor parte de mim, parte que aliás, devia era ser parte de você, não minha pra começar. E dói tanto que fiquei anestesiada, impossibilitada de ao menos sentir pesar por mim, por nós, ou por quem for. A mim não me importa mais nada. E já não adianta mais, se mudar de ideia, deixe mensagem na caixa postal, que eu já cansei de esperar pelo telefone. 

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