Ombré sem deprê

À parte do trocadilho tosco e de rima pobre, foi depois de ver - não um, mas vários - ombré lips, em um site de maquiagens, tutoriais e etc, que decidi dar algumas ideias de como usar e, principalmente, como não usar ombré nos lábios. 

Recordando, o ombré lips começou a ganhar destaque na Semana de Moda de Nova York, com a intenção  levemente sutil de dar profundidade aos lábios, truque que pode ser maravilhoso em mulheres com os lábios finos.

Portanto, como já se sabe, tudo o que usamos deve - ou deveria - ser usado para nosso benefício. As maquiagens não ficam à parte. Se o degradê, em termo vulgar, não valorizar seus lábios, dispense. 

Aprovados:
O primeiro vem inscrito no próprio tutorial que se deve preparar a pele dos lábios com primer para garantir hidratação e então aplicar batom de cor pêssego na boca toda. Em seguida, com os dedos, passar um batom de tonalidade vinho no centro do lábio inferior. Pressione os lábios um contra o outro para espalhar melhor no centro, e então passe, com um pincel de boca, o dourado no contorno dos lábios. 
A segunda composição (com dois batons e um lápis de boca da MAC), tem Morange - inicialmente - e Ruby Woo em volta. Para finalizar o contorno, Kohl Liner Smolder. Para dar um efeito mais bonito, espalhe pressionando um lábio contra o outro, a seu gosto. 

Alguns exemplos de como não usar:
Apesar de não acreditar que o segundo (a parceria vermelho + preto) seja realmente ombré, mas uma combinação distinta de duas cores, é nítido como nenhum deles realmente valoriza os lábios (eu sei que o primeiro é muito bem feito, mas ainda não vi nem uma pessoa usando batom assim na rua). Além de serem cores que só dariam certo em algum photoshoot, algo artístico - e que atire a primeira pedra quem não se chocou com ao menos uma dessas composições -, não valorizam os lábios, não os fazem saltar ou parecerem mais atraentes.

Eu pelo menos nunca vi nenhuma diva na balada, assim.

Se ela soubesse

Ela é a garota mais linda que eu já vi. Tem o gosto musical bom, embora com algumas bandas que não sei como ou por que (ela) se dá o trabalho de ouvir. É culta, lê tanto e sobre tanta coisa que não sei como as informações não entram em colapso a cada vez que (ela) abre a boca. Gosta de filmes de romance e aventura, mas não discrimina o terror, que rende um bom abraço em desculpa para o medo. Conversa; sabe usar bem as palavras, me deixa louco, queimando em confusão, lendo as entrelinhas criadas espontaneamente - parecendo sem querer -, com um desprendimento fantástico. Apesar de ter uma opinião sobre tudo e não hesitar dividi-las comigo, é introvertida com outros e às vezes até tímida. Só conheço seus olhos brilhantes, só conheço seu sorriso nobre, seu corpo afortunado que, perto de mim, só falta reluzir. Ela sabe que só existe ela em mim, tem a clara noção disso. Ela não sabe, mas é perfeita. Seu andar é diversificado; suporta saltos absurdos, longas corridas de tênis e mesmo areia escaldante, mas quando me dá as costas e se afasta, sem olhar pra trás, vacila. É bela tanto quanto tem medo. E tanto tem medo.

Dica de Filme (e livro): Warm Bodies

O filme Warm Bodies, traduzido para Meu Namorado É Um Zumbi, fala sobre a história do zumbi R (Nicholas Hoult, mais conhecido por "Skins" e "Um Grande Garoto"), que conta sua história desde pouco após ser infectado - e com isso eu quero dizer morto - e transformado em zumbi. Porém, ele é um zumbi um pouco diferente, que consegue quase sentir algumas coisas além da fome.

- SPOILER -
Numa das vezes em que sai para caçar e se alimentar, em um ataque zumbi a um grupo de humanos, ele come o cérebro de Perry, namorado de Julie. Com isso, ele pega os sentimentos e as memórias dele, o que o impulsionam a proteger Julie e a levar consigo.
- SPOILER - 


Juntos, eles acabam se conhecendo melhor - e apenas isso, até então - e, com R. redescobrindo o que é sentir e ser humano, acabam por criar uma corrente de mudança nos zumbis, trazendo esperança de cura à população dos sobreviventes.

Zumbi R.

Apesar de ter sido avisada de que o filme era uma porcaria - meus amigos infelizes não mediram palavras -, eu acabei adorando (eu e os vários milhares de americanos que levaram o filme ao primeiro lugar, logo na semana de estréia). Talvez porque sou cega de amores pelo Nicholas Hoult, confesso, mas a atuação dele no filme é realmente boa. A fotografia do filme é bonita, a história tem alguns argumentos iniciais bem fraquinhos, mas a mensagem que o filme passa é importante.

UPDATE: A resenha deveria ser apenas do filme, mas fazendo alguma pesquisa, descobri que o filme é inspirado no livro Sangue Quente, de Isaac Marion. 

R é um jovem vivendo uma crise existencial – ele é um zumbi. Após vivenciar as memórias de um adolescente enquanto devorava seu cérebro, R faz uma escolha inesperada, que começa com uma relação tensa, desajeitada e estranhamente doce com a namorada de sua vítima. Julie é uma explosão de cores na paisagem triste e cinzenta que envolve a “vida” de R e sua decisão de protegê-la irá transformar não só ele, mas também seus companheiros mortos- vivos, e talvez o mundo inteiro. Assustador, engraçado e surpreendentemente comovente, Sangue Quente fala sobre estar vivo,
estando morto, e a tênue linha que os separa.

Essa é a sinopse do livro, no site da Saraiva. Já gostei do filme, agora é que estou louca pra ler o livro, mesmo! E vocês? 

Aliança não é brega, não

"Anel de namoro é brega". Eu podia ter dormido sem essa, pensei assim que li essa frase. Claro, eu não precisava estar atualizando freneticamente as redes sociais - consequência da falta de paciência com os livros que deveria estar lendo -, mas não dá pra negar que fiquei contrariada por essa frase tão imprudente.
A única coisa que pude concluir imediatamente - além de que a garota era solteira - era que ela prossivelmente tinha se machucado e estava com aquele rancor de quando se é tirada à força de um relacionamento.
Tive vontade de dizer abertamente pra ela como é bom ter alguém pra quem correr pros braços, uma pessoa com quem contar e para contar tudo o que se pensa, alguém que sabe os seus defeitos, te conhece do avesso e que ainda assim consegue te amar ao absurdo ponto de ter ciúmes de você. 
Controlei o impulso de falar como ela estava equivocada em pensar assim e de expor tão descaradamente sua ideia tão imprecisa do amor. Sendo a aliança um dos grandes símbolos de amor, um sinal discreto, mas presente de quem você gosta, como poderia ser brega? 
Gostaria de ter tempo para esperar e ver tal garota se apaixonar, começar a namorar, querer mostrar a todo mundo como ela é só dele e ele é só dela, mas ter que se contentar com status de relacionamento de rede social porque - infelizmente - aliança de namoro é coisa brega.

Filmes novos chegando!

Com tanta novidade, fica até difícil postar tudo em dia! Quem ainda não viu o trailer dos novos filmes, franquias que são apostas de Hollywood?

Para quem leu Percy Jackson, ficou um pouco decepcionado com o primeiro filme - pessoalmente, eu li e fiquei, porque sei que tiraram vários elementos que eu considerava importantes, a começar pela idade do Percy, mas deixa isso pra depois - mas o trailer do segundo promete um filme com uma maior gama de detalhes, que provavelmente deixarão o filme muito mais fiel ao livro, em comparação ao primeiro.
Vamos ao trailer?



E pra quem segue a linha de Jogos Vorazes, também tem novidade no ar. Saiu um teaser (eu sei que tem um que saiu já faz um mês, ok, mas 'guenta aí!) do trailer e agora um SNEAK PEEK - ou seja, mais um teaser - do trailer oficial, direto da página da MTV.
Vamos lá.



Adivinhem quem estou animadíssima?
E vocês, o que acharam? Estão esperando algum outro filme?

Gente Grande

Pensei, mesmo sem nunca ter pensado muito sobre o assunto, que a maturidade viria natural e eventualmente, tão devagar que eu só poderia notar depois que já fosse outra. Não achei - e posso afirmar mesmo sem ter ponderado isso, porque sei que se me perguntassem, eu discordaria - que seria tão rápido a eu me ver mudar, passar a me trancar dentro de mim, lidar com meus próprios problemas, em vez de colocá-los em um pedestal e metralhá-los a todos que se aproximassem.
Fiquei assustada de ver que as mudanças chegaram tão quieta e rapidamente e logo fixaram moradia, me deixando completamente sem rumo, a calcular freneticamente todos os passos que eu dava - porque agora eu sabia como qualquer erro poderia ser fatal. Ou talvez fosse assim que a dramatização tivesse sido passada pra mim.
Corri de mim muitas vezes, entrando no que chamam de depressão - ou, pra mim, introspecção - porque em inúmeras chances, eu errei, e não conseguia ver onde e ser tão errada sempre me frustrou. Sentir a incapacidade sempre me debilitou demais. É engraçado, não é? Porque eu não era incapaz, só tinha medo do desconhecido.
O desconhecido nunca trouxe nada que alguém saberia descrever, e por razões óbvias, nem nunca deixou que as pessoas pisassem com firmeza no chão. De onde eu assistia, era como pisar em gelo fino, num lago recentemente congelado. Podia dar tudo perfeitamente certo ou irreparavelmente errado.
Só que eu não corri mais. Essa mudança louca, quando menos esperei, me fez enfrentar todos os meus medos antes mesmo que eu me desse conta e pisar com segurança naquele gelo fino, armada apenas de fé e da desculpa de que só queria ver no que ia dar.
Porque era assim que eu via os adultos fazerem.

Se você perguntasse como estão as coisas

Talvez tudo ficasse mais fácil se parassem de me perguntar sobre você, ou mais ainda, se começassem a controlar os olhares de pena quando veem que eu mesma não sei responder direito o que aconteceu. Não sei, mesmo, e às vezes acredito que nem você sabe. De um dia pro outro, o seu sorriso se desfez, o seu toque pareceu menos disposto e a sua risada, mais comedida. Suas respostas vinham espaçadas, como se realmente fosse preciso muito tempo para responder perguntas tão simples quanto as que eu fazia. Entendi, eventualmente, que você evitava falar sobre a parte complicada de nós, aquela que nenhum dos dois sabia como por em palavras, ou talvez algum de nós só não tivesse interesse em ter o trabalho de explicitar. Evitava assumir como não era confiável, ou relembrar de como desistiu de mim em tempo recorde. Evitava, e só. Foi de repente. Cortou todos os laços antes que eu me desse conta, virou as costas e correu. Veloz como um tiro. Partiu tão rápido que não tive tempo de colocar nossas fotos na sua mala. Porque se é para ir embora, no mínimo tivesse a decência de levar tudo, me deixar zerada, pronta pra outra. Foi triste ver como eu fiquei de olhos fechados por tanto tempo, tão iludida naquela tranquilidade querida, mas instável. E você sabia disso, mas preferiu o silêncio, que era melhor para você. Entendo, ninguém gosta de assumir os próprios defeitos. Mas gosto das fotos porque tenho certeza que elas não vão mudar, mesmo quando as pessoas nela, vão. Pode deixar que as fotos eu guardo.