Acho que eu ainda sou a única pessoa que consegue me arruinar de verdade. E embora isso possa ser algum tipo de covardia ou de autossabotagem, talvez também não seja lá uma coisa tão ruim, veja bem. Não falo como se fosse motivo de orgulho, como um talento ou um dom, mas não posso deixar que isso seja visto como penitência. Antes que alguém possa me atingir, eu consigo fazer pior - me fecho pro mundo e só eu sei o que acontece aqui dentro. E, olha, é também uma escolha e, de certa forma, algum poder. Infelizmente, nem tudo é tão simples. Não é porque eu posso escolher quem volta comigo pra casa - ou não volta, que eu também escolho quem entra no meu coração. Mas eu ainda sou a pessoa mais corajosa que eu tenho na minha vida, e eu sei da sorte que eu tenho. Ainda sou eu que pego na minha própria mão e me arrisco sorrindo: "vamos, vai mais um pouquinho que você consegue". E eu sempre consigo. "Corre mais um quilômetro, pedala mais um pouquinho, mas não fica aqui parada." E talvez eu não corra mais com a intenção de me encontrar por aí, sincero equívoco, mas pela intrínseca e simples necessidade de não me sentir presa. Talvez algum momento eu decida ficar. Talvez alguma hora eu me sinta à vontade ou confiante o suficiente pra descansar a cabeça e fechar os olhos, em vez de apertar mais forte os sapatos e o passo e esse monte de sentimento que mal cabe de uma vez no peito. Talvez alguma hora eu suma com os tênis de corrida e me encaixe num edredom numa tarde chuvosa, assistindo uma série que eu nem goste tanto assim, do lado de uma companhia que é absolutamente tudo que eu procurava - e não sabia. Serendipia, o sonho de todo mundo. Talvez um dia eu esteja pronta pra descobrir o que isso significa. Talvez eu já saiba. Já percebi que não existe resposta certa. Enquanto isso, eu vou mais um pouquinho, que algo me diz que um dia eu me encontro. E, quem sabe, um dia eu te encontro também.
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Akai Ito
Olha só, eu to exausta. Esse pôr do sol me lembra você e eu finalmente tenho um lugar pra descansar a cabeça. Ainda que me doa que esse lugar não seja teu colo, de quando em quando, eu sei que sou eu pra ti, e você pra mim, e isso me basta. E pensar que eu tive tanto medo de esquecer, das memórias me escaparem, do cheiro me faltar; teve tudo lá, o tempo todo. Até mais do que o saudável, se possível. As memórias mais vívidas que uma pintura neon, como se estivessem acontecendo de novo, diante dos meus olhos. Às vezes parece que encontro desfechos diferentes, mas volto sempre ao mesmo lugar. O início é sempre você. E tem algum tempo, tem sido assim, e eu fui deixando sem pensar demais. Provavelmente porque eu também não queria enxergar. Mas eu olho pra quem tá no meu colo, e eu penso no começo, sem conseguir ver de novo o primeiro dia. O primeiro dia mudou, e eu nem vi. Está tudo bem. Ainda está. Mas agora eu me questiono, é sobre o fim.
Falta
Me diz, quantos beijos pr'eu me enganar direitinho que não me falta mais teu gosto? Teu passo, teu riso, teu eu?
Quantos olhares pra me distrair da falta do teu? E quantos mais pra acreditar que eu já te esqueci, completamente, por um segundo que seja? Eu penso nisso o dia todo. Quanto tempo até eu perceber que eu sempre fui assim, um terra meio ar, e você um ar meio água? - um equilíbrio tão bonito quanto o mar tocando a areia - e o céu ali no fundo, pra gente contemplar. E quanto mais eu penso, menos eu sei; mais eu vejo como a gente foge à regra. E como me encanta fugir à regra com você. Eu tendo a gostar um pouco demais de liberdade, e você, verseau, tem uma queda pelo romance. Quanto tempo pra gente perceber que tá tudo bem assim? Astrologia nenhuma regra a gente, por mais que tente. Quando é amor verdadeiro que tá em jogo, todas as regras mudam - melhor, não há nenhuma regra. Quanto tempo falta? Cê me desculpa, eu sou ansiosa.
E, vem cá, quantos dias pra gente se ver de novo?
E, vem cá, quantos dias pra gente se ver de novo?
Danse et danse
Conheço o teu jogo, sou vacinada contra a tua raça e, de quebra, não aceito papel de prêmio de consolação - aí é difícil, mulher com amor próprio? Hoje, danço a noite toda, sem precisar amar ninguém, sem precisar ligar no dia seguinte, porque também é escolha minha. Mas hoje minha coragem balança no mesmo ritmo que meus pés, uma bossa nova querendo ser samba, um chorinho que é quase um fado. Os ombros doem, as pernas quase cedem, mas a música não me deixa parar. Por teimosia ou sensatez, insisto em não recostar por mais um tempo.
Se quer saber, acho até que esse aperto no estômago não tem nada a ver com as abdominais de mais cedo ou com os copos entornados, mas mesmo assim me recuso a acreditar no que quer dizer de verdade. Meu riso ainda tá entalado na garganta, junto com o álcool que ainda não subiu, e ficar consciente demais me dá um estalo: não caio nessa de intenções nulas, ter sido tudo por acaso. Eu não via o fim, do começo, mas isso não quer dizer que ele já não estava nos planos, não é? Sem parar de dançar, ergo o copo, me enfio um pouco mais na multidão, os pés timidamente abrindo caminho à frente. Me diz, quanta coragem cabe numa desistência? E será que rola um samba dessa nossa existência?
A noite vai ser longa, mas meu copo está cheio.
Loin d'ici (Te procuro)
Eu te procuro em todo canto, em tudo que é sorriso, em todos os filmes, nas comidas, nas risadas e nos cheiros. Me inquieto nos abraços, porque procuro e ainda não acho. Procuro as cores, o toque, a textura. Reviro as gavetas, caço as roupas. Te procuro no perfume, e quase te encontro! No escuro, na cama, em mim, em mim toda. Eu procuro por você nas festas que você nem poderia estar. Nas repúblicas, nos bares, nas ruas, nas corridas, nas partidas, nos esportes, nas memórias, nas luzes. Corro uma busca incessante na chuva, no álcool!, nas cidades, nas estradas, nos bilhetes. Ah, os bilhetes! Procuro qualquer vestígio que tenha sobrado naquela lanchonete. Recrio resquícios de um tempo que passou e te levou, procuro um horário que o relógio já fez mais de mil vezes desde aquela noite; procuro pegadas sobre um piso frio, e migalhas de bolo numa mesa limpa. E vou tão rápido que às vezes até acho que te deixei passar, e quase te encontro numa onda, bem longe, no mar. Que memória. Procuro tanto, e sem chegar a lugar nenhum, porque sei que não vou encontrar aqui, talvez; não vou te encontrar, não é? Procuro tão longe, com medo de estar perto de novo, e descobrir que, quem sabe, só eu tenha procurado esse tempo todo. Busca insensata, coração teimoso. Mas mesmo assim, em te encontrar, ainda que possa talvez me doer a ouvir, vou querer saber se, todo esse tempo, estaria você também a me querer.
Você, vinho. O resto, água
Você é daquele tipo que me deixa a mil de questões e zero em respostas. E eu só queria te perguntar, talvez até sem gentileza nenhuma, com meu jeitinho ríspido do qual aliás você já nem deve lembrar, quem você pensa que é. Quem você acha que parece quando anda por aí de cabeça erguida, de mãos dadas com qualquer uma que for - porque não importa a coadjuvante -, como se você fosse vinho e eu água? E todo o resto, água. Diz, o que foi que passou pela sua cabeça quando você deu as costas pra todos que sempre estiveram aqui por você? Explica, porque eu nunca vou entender sozinha. Não, não entra na minha cabeça como é possível ser apagada tão rapidamente, num flash, sem avisos, nem adeus. Me diz como é fazer as malas e correr de madrugada, apagar as memórias instantaneamente, esquecer uma vida toda, que eu quero me assustar o suficiente pra nunca ter coragem de fazer o mesmo. Porque olha, você sabe, eu to acostumada com partidas, acenos tímidos, saudades intensas mesmo e consigo lidar muito bem, juro. Essa não é a questão. Só não faz sentido em uma partida caber tantos adeus. Não doeu esquecer de tudo, perder tantas lembranças? Não machuca olhar pra trás e pensar que aquele campo - concordo, nem sempre florido - nunca mais vai estar lá pra você, e que foi você quem destruiu a ponte de volta pra ele? Tem certeza que você não apagou pedaços importantes de você mesmo quando passou essa borracha tão grande no que ficou pra trás? Porque, e eu pensei sobre isso, não deve ter sido fácil. Não pode ter sido. Mas, pensando bem, nem explica, que não quero entrar nessa mesma noia que você. Deixa pra lá, eu não quero entender, vai que pega.
Ensaio sobre você
Então eu ensaio mais umas mil vezes o que dizer, reorganizo as vírgulas infinitas vezes, reformulo a frase, remonto uma expressão, pego o celular mais uma vez, mas não faço a ligação. Essa é a parte que eu deixo meu cérebro descansar de todo o trabalho que é pensar e repensar nós dois, da confusão que é gostar e não ter quase nenhuma certeza. E penso se estou sozinha nessa. É o problema do século, dizem, mas nem por compartilhar disso com meio mundo minha sina fica mais leve. Queria a liberdade de poder falar o que eu penso e sinto, sem censuras, nem temores. Queria falar da loucura que é encontrar alguém que finalmente empresta algum sentido ao título de "especial", "diferente". Não tô falando de amor, quem é que falou da palavra com A, aqui? Mas entendo que gosto e já parei de negar pra mim mesma carinho tão sincero; aprendi que a gente tem que ser honesto consigo próprio. E aí é quando minha cabeça quase sai do travesseiro, de madrugada, ansiosa pelas primeiras horas do dia pra poder te dizer logo todo meu script eloquente que obviamente só parece bom às duas da manhã, quando tá na ponta da língua. Lembro de como é importante ser sincera e penso em contar a verdade, abrir o jogo. Quem é que gosta de aprisionar sentimento tão bonito? Eu que não. Penso sobre o quão maluca é essa mania humana de deixar tudo subentendido, debaixo dos panos, por medo. E medo do quê? De ser feliz? Que sentido faz? Cansei de queimar neurônios noite afora tentando entender isso. Você. Imagino milhares de formas sensatas de expor o problema, sentar contigo e falar assim, de cara e consciência limpa, por mais que no fim de todas as minhas sketches mentais, o cenário seja você saindo correndo. Em comemoração ou pavor, ainda não decidi. Visualizo as possibilidades do resultado ser positivo e eu escutar aquilo que quero ouvir e sou surpreendida pela logística interna todas as vezes, que nunca entra em acordo. Adiciono isso à lista: nunca te entendo por completo, não sei prever teu agir. Bobagem, espontaneidade não se prevê. No fim, quando acredito entender; me vem esse click, como se tudo finalmente fizesse sentido. Me permito achar que entendo você, as vezes em que fala de menos, mas depois compensa com um gesto, mostrando milagrosamente que não se esqueceu de mim. E aí entendo que tudo pode ser porque você me tem fácil demais. Você sempre me deixa nesse limiar confuso entre o desinteresse e o típico medo de admitir qualquer sentimento. Entende? Se é reflexo de medo seu, não sei; sou obrigada a refazer metade do meu discurso, agora quase pronto. Então, eu ensaio tudo de novo.
Quatro linhas ou nada
O problema é que, na minha cabeça, eu não devia ter que te falar isso. Entende? Eu não devia ter que ser a pessoa a colocar todas as cartas na mesa. Até porque quanto mais eu penso, menos certeza tenho se tô fazendo a coisa certa. Você chegou com uma confiança que eu nunca tinha visto de perto, me deixando tão livre que vai ver por isso eu me vi tão presa a você. E aí eu comecei a achar isso maluco, ainda mais pra mim, que nunca fui de sequer pensar na mesma pessoa por tanto tempo. Foi novidade, sabe? E deu medo, de quem sabe depois precisar e não poder. Então eu bolei mil planos pra me distrair e parar de pensar em você, precisava ver se sentia minha falta... Então você veio, todo dia. Você conseguiu; não me deixou te esquecer - não que eu por um segundo quisesse. E mais uma vez, lá fui eu ensaiar os sumiços, e me lembrar dos motivos. Por quê? Por que falar com você ficou pesado. É difícil querer - tanto, e não poder falar o quanto. O ser humano não tinha que ter inventado esse monte de leis sociais, mas inventou. E falar a verdade vai assustar, vai te fazer sair correndo. Por isso eu pego o celular e me permito digitar quatro linhas. Não gosto desse jogo, não gosto de ter que seguir essa brincadeira, mas pra quem é como eu, a vida se encarrega de ensinar que não é você quem faz as regras. E se você não aceita o que ela diz, cartão vermelho, aí já era, você é expulso. Então eu coloco na cabeça que a única saída é esquecer você, me afastar dessa confusão que meu coração, fraco, coitado, nunca tinha vivido antes. Tento lembrar quantas vezes você pareceu demonstrar o menor desinteresse. Repito mentalmente umas mil vezes essas palavras na frente do espelho até achar que aquela menina do reflexo se convenceu. Mas você sabe que o meu defeito é não conseguir enganar nem a mim mesma, mesmo com todos os ensaios do mundo. Que eu não aguento de saudade, que eu não entendo o que acontece comigo quando falo com você. Que eu queria que seus sinais tivessem sido mais claros - pra ter certeza se não to de novo fazendo besteira, dando tiro no escuro, tão a minha cara. Que eu queria essa sensação boa que você me dá, - meu Deus - todo santo dia. Que na verdade eu não consigo te esquecer, e a mais cruel verdade de todas, é que eu nem quero. Você sabe, não sabe? E mais uma vez, aquelas quatro linhas vão ficar só pra mim. Egoísmo que só se compara a você, me mandando a primeira mensagem do dia, sempre a primeira pessoa que eu penso quando acordo.
Se você perguntasse como estão as coisas
Talvez tudo ficasse mais fácil se parassem de me perguntar sobre você, ou mais ainda, se começassem a controlar os olhares de pena quando veem que eu mesma não sei responder direito o que aconteceu. Não sei, mesmo, e às vezes acredito que nem você sabe. De um dia pro outro, o seu sorriso se desfez, o seu toque pareceu menos disposto e a sua risada, mais comedida. Suas respostas vinham espaçadas, como se realmente fosse preciso muito tempo para responder perguntas tão simples quanto as que eu fazia. Entendi, eventualmente, que você evitava falar sobre a parte complicada de nós, aquela que nenhum dos dois sabia como por em palavras, ou talvez algum de nós só não tivesse interesse em ter o trabalho de explicitar. Evitava assumir como não era confiável, ou relembrar de como desistiu de mim em tempo recorde. Evitava, e só. Foi de repente. Cortou todos os laços antes que eu me desse conta, virou as costas e correu. Veloz como um tiro. Partiu tão rápido que não tive tempo de colocar nossas fotos na sua mala. Porque se é para ir embora, no mínimo tivesse a decência de levar tudo, me deixar zerada, pronta pra outra. Foi triste ver como eu fiquei de olhos fechados por tanto tempo, tão iludida naquela tranquilidade querida, mas instável. E você sabia disso, mas preferiu o silêncio, que era melhor para você. Entendo, ninguém gosta de assumir os próprios defeitos. Mas gosto das fotos porque tenho certeza que elas não vão mudar, mesmo quando as pessoas nela, vão. Pode deixar que as fotos eu guardo.Da transição ninguém fala
Passei a última semana confinada com meus pensamentos. Dentro da minha cabeça tudo pareceu entrar em conflito, como se estivesse acontecendo algo muito mais importante do que eu jamais previsse, e por mais que eu quisesse prestar atenção no que meus amigos falavam enquanto jantávamos ou nos filmes a que assisti, não adiantou muito o esforço. O motivo de tanta dispersão foi uma frase dita levianamente, numa dessas ruas que a gente pega por engano.
Comecei a pensar em todos os tipos de transições pelas quais passamos pela nossa vida, mas que não nos damos conta. O crescimento, já que só percebemos quando estamos com quase vinte anos, aí paramos, olhamos para trás e pensamos em como crescemos rápido. Lemos os livros de história, sobre como os fatos se dividem em 4000 a.C, 900 a.C, mas poucos se dão conta de que ninguém chegou, fincou uma bandeira e declarou o fim do período neolítico.
Fim de namoro, esquecer alguém, iniciar outro namoro. Uma nova amizade. Tantas coisas que são ditas como se fossem equações matemáticas, simples de resolver, mas que na verdade são um processo, cheio de pequenos detalhes que podem dar errado ou absurdamente certo a qualquer segundo.
Quantas e quantas vezes não lhe disseram para conhecer alguém novo, mas acabou que ninguém realmente te ensinou como passar pelo processo? Ninguém sentou de frente para você e resolveu te passar a receita, até porque ninguém aprendeu. Assim como processos de início de um emprego novo, escrever um livro, aprender uma atividade nova, conhecer uma nova banda. Entre descobrir a banda e se tornar fã, ninguém fala. Aquele processo de ir atrás, conhecer, errar e decorar.
O processo de transição é bem trabalhoso, e muitas vezes nem percebemos que estamos nele, porque, aliás, a chance é de estarmos o tempo todo em não um, mas vários processos de transição. Isso é evoluir, é mudar, mas nunca acontece tão rápido quanto achamos que é. Mas é o que dizem, o importante é mudar com destreza, não com velocidade.
Dias de ausência
Será que você se arrepende? Será que olha pra trás, lembra de mim, e ainda mais, se sente culpado pelas coisas que fez? Você veio, se esforçou pra conseguir um espaço na minha vida. Fez que fez até conseguir. E eu, que nem ligava pra nada, comecei a ir atrás, comecei a sentir falta. Foi como mágica pra desencantar da noite para o dia. Comecei a sentir um aperto aqui, no peito, culpa da sua ausência. Então, se era pra desistir, por que se esforçou tanto? Se matou pra me conseguir e no segundo que me viu ser sua, deu as costas. A pior parte é não ter sido só uma vez. E quando você voltar, o que eu vou fazer? Porque até agora, a única certeza que eu tenho é que você sempre volta. Mas eu tô cansada de ser seu porto seguro, seu colo quando você cansa de se iludir com essa vida boêmia. Você vem, bagunça tudo aqui e vai embora porque sente falta da sua vida louca e inconstante. Desde então, tenho uma rotina pros seus dias de ausência. Acordo acreditando por um minuto que te esqueci, e só por isso, já vejo que foi um engano. Num ciclo ininterrupto de dias, algum perfume, risada, uma peça de roupa ou mesmo uma lembrança insiste em voltar à tona e, sério, não importa quantas vezes eu tente apagá-las, tudo consegue me lembrar de você, de alguma forma. Mas olha só, enquanto eu gastava meu verbo, aqui, já se foi de novo. Então faz assim, vem logo dar um jeito nessa bagunça ou fica de uma vez por aí.
Dinamite
Queria entender
de onde vem essa angústia irreparável que parece não ter fim, que tira em um segundo todo o sentido que eu levo meses
pra dar de volta à minha vida. Queria saber por que isso ainda tem tanto poder
sobre mim, se eu mesma já jurei de pés juntos que não sentia mais nada, que
aquela era a última vez. Pelo jeito não era. Quero, e preciso, entender por que
você faz isso. Por que motivo me engana, me faz pensar que dessa vez vai dar
tudo certo, mas no último segundo dá pra trás. Você fica brincando de escolher
amores, mas comigo não é assim. Eu escolhi você, então se eu sou mesmo
especial, me escolhe logo também. Mostra pra mim que eu também tenho valor pra
você. Para de brincar e de me enrolar. Para de me confundir. Tô confusa ao ponto de essas palavras ficarem
presas na minha garganta e eu ser obrigada a escrever, se quiser me dar algum
alívio. Tô procurando por um lugar pra descansar minha cabeça, sem precisar me
preocupar com a hora de ir embora, então por que você não aproveita e descansa
comigo? Para de correr porque você já sabe que só tá correndo em círculos, e sempre acaba voltando aqui, pra mim. Então, por que não fica de uma vez? Queria saber por que você faz tão bem, mas me deixa tão mal. Por que isso,
por que aquilo. Por quê?
Amanhã, quem sabe?
Talvez você esteja certo, mesmo. E talvez você não esteja tão errado de partir. Deu pra perceber que eu mudei, não foi? Foi depois que ele saiu da minha vida, que fiquei assim, então só pode ter sido culpa dele. E de todos os outros que vieram antes. Por que você simplesmente não aceita o fato que eu cresci e comecei a enxergar melhor as coisas? Pode dizer, perdi a inocência. Mas também já perdi tanta coisa, que perder a inocência até me foi um ganho. Sou tão cheia de dúvidas, que nem sei como você conseguiu ficar tanto tempo aqui. Viu só que loucura? E, sabe, sei que ninguém consegue viver sozinho, mas não é contraditório que seja melhor ficar só do que mal acompanhado? Foi isso o que aconteceu. Perdi minha autenticidade, meu poder de decisão. Cansei. Desisti de tudo, e, desculpe, até de você, que tanto esperou por mim. Hoje, não sei. Tanto faz. Sei lá. Amanhã, quem sabe?
E se?
Pensando bem, eu teria esperado o quanto fosse necessário, se ao menos você tivesse pedido. Mas tem algumas coisas na vida que nós nunca vamos entender, não é? Quer dizer, tentar entendê-las só nos traz mais confusão e nos deixa inconformados à toa, já que não vamos poder mudar nada, de qualquer jeito. Mas será que, se de repente, o amor nos tivesse encontrado antes... Estaríamos no mesmo lugar que estamos hoje? Ainda é cedo pra falar de tentar de novo, ou já é tarde demais pra pensar em um "nós"? Ainda temos tempo? O que você faria se eu dissesse aquelas palavras?
Eyeshadow Primer ou Creme Fix?
Eu sei que é uma comparação um pouco complicada de se fazer, levando em conta que os produtos da Urban Decay são comercializados no Brasil apenas por lojas online. Mas, vendo por outro lado, os produtos da Contém 1g estão cada vez mais com qualidade internacional, então achei legal chamar atenção para alguns produtos dessas duas grandes marcas que já fazem sucesso.
O Creme Fix - Contém 1g, na verdade, tem bem mais consistência do que um creme. Ele tem um formato de batonzinho, que permite que você passe direto na pálpebra, aplique com o dedo ou com um pincel. Enfim, vai da sua escolha. É incolor, não craquela, segura muuito bem a sombra, fácil de aplicar, não dá alergia, mas é um pouco denso. O Creme Fix tem 6g e pode ser comprado aqui, por R$15.
Já o Eyeshadow Primer - Urban Decay tem 4 versões (em 4 cores diferentes, uma "tradicional" e três para três tipos de sombra), além de versão mini, para viagem. Tem fórmula muito leve (de início até achei que talvez um pouco demais), mas é de facílima aplicação, ótima fixação, não marca as linhas de expressão. Apesar de tudo isso, infelizmente os novos primers vem em bisnaga. A embalagem tem 11ml, mas o site não faz vendas diretas para o Brasil. O produto pode ser comprado aqui, por $23,90 dólares.
E aí, compraria qual?
O Creme Fix - Contém 1g, na verdade, tem bem mais consistência do que um creme. Ele tem um formato de batonzinho, que permite que você passe direto na pálpebra, aplique com o dedo ou com um pincel. Enfim, vai da sua escolha. É incolor, não craquela, segura muuito bem a sombra, fácil de aplicar, não dá alergia, mas é um pouco denso. O Creme Fix tem 6g e pode ser comprado aqui, por R$15.
Já o Eyeshadow Primer - Urban Decay tem 4 versões (em 4 cores diferentes, uma "tradicional" e três para três tipos de sombra), além de versão mini, para viagem. Tem fórmula muito leve (de início até achei que talvez um pouco demais), mas é de facílima aplicação, ótima fixação, não marca as linhas de expressão. Apesar de tudo isso, infelizmente os novos primers vem em bisnaga. A embalagem tem 11ml, mas o site não faz vendas diretas para o Brasil. O produto pode ser comprado aqui, por $23,90 dólares.
E aí, compraria qual?
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