Como
sempre, eu fiz a escolha errada. Deixei que ele, o adulador
incorrigível, escapasse por entre os meus dedos, quando o tinha algemado
à mim por vontade própria. Os outros dois, esqueci, como tantos outros,
que não fizeram a mínima diferença na minha vida. O único que me
marcou, em termos, foi o único que realmente me aceitou, entre todos. Os
difíceis nunca me amaram realmente, e, pensando melhor, meu único
fascínio era tentar mudar sua cabeça. Entrar nos seus pensamentos, mudar
sua maneira de agir e manipulá-los. Conquistar. Desisti do primeiro, do
segundo e do terceiro, por vontade própria, por precisar recomeçar. Eu
custei a entender que amor não se compra, não se manipula, não se
planeja. Amor acontece.
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