A vida toda

Tá, mas agora me fala a verdade. É sério que não tem nada errado com você? Eu não tô reclamando, longe de mim, mas você não tem mesmo uns trinta ex-amores na manga, que vão pular em cima de mim na primeira oportunidade? E atrás de você, tão pouca bagagem? Onde é que está sua bagagem, você aprendeu tão bem assim a guardar? É que eu não tô vendo uma muralha em volta do seu coração, e isso não é muito comum por aqui. Me explica, como funciona essa coisa de ser tão feliz, de sorrir o tempo todo, que eu quero também. Me explica que brilho é esse no seu olhar quando a gente conversa, e como é que você não precisa de esforço nenhum pra me embalar e jogar meus medos fora, um a um. E essa confiança, de onde vem? Esse passo calmo, essa tranquilidade, que há tanto eu desconhecia... E como é que você não veio correndo, invadindo meu espaço, se jogando janela adentro? Até parece que você sabe a hora de bater na porta e pedir educadamente só um lugarzinho pra sentar, na sala mesmo. Dá licença, obrigado. E eu fico tão sem chão quanto nas nuvens, porque ninguém nunca foi assim comigo. Meus amores sempre foram um tornado, e foi assim que eu conheci amor. Chegavam sem avisar, deixavam o sofá sem estofado e levavam até minha porta na saída, sem nem olhar pra trás. E depois cabia a mim trancar tudo às pressas! Mas você não, você veio com jeito, chegou de mansinho e me deu vontade de convidar pra entrar. E isso tanto me intriga quanto me agita. Entra, vem aqui! O que mais você pode fazer? Quer tomar uma xícara, ficar para o jantar?  Me conta de você, me diz por que é que - minha nossa - eu nunca conheci alguém assim antes. Tão diferente de todos os outros. O tipo de visita que a gente enrola pra deixar ir embora, e só agora eu entendo o valor de alguém assim. Então vou te pedir o óbvio, faz um esforço, fica mais uma noite, uma semana, ou a vida toda.

Coração anárquico

Mas se era assim que funcionava, como é que eu - justo eu - ia querer mudar alguma coisa? Como é que eu ia chegar com as minhas leis em um território onde tudo já funcionava tão bem sem poder algum se sobrepondo a outro? Porque a partir do momento em que eu colocasse as rédeas sobre nós, o tiro sairia pela culatra e em vez de conseguir a direção, acabaríamos perdendo o controle. Percebe a ironia? A partir do momento em que eu colocasse o rótulo que fosse em cima de "nós", automaticamente teríamos uma data de validade. É como se, enquanto nada fosse dito e vivêssemos naquele estado de acordo tácito, nada pudesse "nos" terminar. Enquanto não existíssemos de forma oficial, absolutamente nada poderia se voltar contra nós. Afinal, não há como acabar com um "nós" que, ao menos teoricamente, não existe. Por outro lado, a anarquia sempre funcionou muito bem sem oligarquia alguma. E nós, na plenitude de nossos corações anárquicos, nunca aceitaríamos lei alguma. Donos de nós mesmos. Mas ambivalentes. Loucos por um pedaço de pluralidade, mas mergulhados demais na própria individualidade. O que tínhamos de confusão e indecisão, igualmente havia em juventude e coragem. Queríamos ser pra sempre assim, eu lembro bem, mas nada dura pra sempre, e essa regra a vida aplica a todos. A solução era justo essa, e eu nunca vi. Devia ter burlado o sistema, ido contra os clichês, batido de frente com todas as ironias e resgatado o único bem que nunca foi meu, mesmo sempre tendo sido. Eu devia ter falado, então, para deixar assim, não sermos nada.

O amor não tem tempo


Espera! Fica aí. Não fala nada. Prometo que vou falar bem rápido, como quando se tira um band-aid, e não vai doer nada. É que toda essa atenção me sufoca. Me desculpa, mas é verdade. Olha, faz assim, escuta tudo, que eu juro que no fim você vai entender. Eu sei que é estranho, que eu fujo do padrão, mas assim assusta. Sei que eu sou complicada, mas confia em mim. O problema é eu não saber lidar com tanto carinho. Não cabe em mim, entende? Vivi tanto tempo tão rasa que qualquer carinho transborda, é demais. Parece que desacostumei a ter um lugar pra descansar a cabeça, alguém pra fazer um carinho de vez em quando. Desacostumei, só isso. Sei que a gente pode e vai dar super certo, mas não correndo desse jeito. Especialmente comigo, que mal sei lidar com as ligações, com as mensagens, com a preocupação, com o interesse. É como se uma parte minha ficasse se coçando pra sair correndo, enquanto a outra está louca pra ficar e ver até onde dá pra chegar. Afinal, o que você ia querer com alguém tão fora do padrão como eu? Alguém que nem sabe mais como amar, com o intrínseco pavor de cair em tentação. Vai ver só esqueci como é, como funciona esse tal de gostar. Então não vem com pressa, chega de mansinho, tô pedindo. Liga às vezes, finge que me esquece noutras, me mostra pouco a pouco como é que as coisas andam. Aparece de surpresa num dia, pra no outro dar aquela vontade de te ver de novo. Mas não corre, seja paciente. Deixa florescer devagar, e vai regando... Todo dia. Não atropela, por favor, que quem sabe amor não sabe tempo. Fica tranquilo, que meu amor não tem pressa. Espera!...

Pra não desistir de mim

É que eu cansei. E eu só vim comunicar que eu desisto. É isso mesmo. Depois de tanto tempo tentando, dando meu sangue pra conseguir aprovação no que quer que fosse, eu finalmente me dei conta de que o melhor é desistir. Então fica aqui meu desabafo. Desisto de ser a menina perfeita, de me entupir de maquiagem só pra esconder as olheiras depois de uma noite mal dormida. Desisto de medir minha alegria, sorrindo sem mostrar os dentes, e de não dar aquela gargalhada alta que eu queria só por não ser "coisa de menina que se preze". Desisto de escolher os vestidos sempre abaixo do joelho, ou os decotes da blusa sempre três dedos acima da linha do sutiã, porque independente do que eu escolha, vão falar algo a respeito. Desisto de passar a noite em claro tentando lidar com críticas pesadas, julgamentos injustos e de procurar formas de continuar provando meu valor. Desisto de tentar abraçar o mundo e esquecer de mim no processo. Desisto! Desisto de chorar por quem não me quer. Desisto de ter medo. Desisto da timidez. Desisto, também, de calcular minhas palavras, de não falar palavrão quando nada mais vai expressar o ódio no meu peito ou a puta vontade que eu tenho de dizer o quanto amo alguém. Mas também desisto de amores doentios. Desisto de ser quem eu não sou. Desisto de ser infeliz. Desisto de sofrer. Desisto, dessa vez, porque é o melhor a se fazer. Desisto dos erros, que é pra não desistir de mim. 

Eu amor, ele abissal

Mas é claro que eu percebi. Notei de primeira quando os olhos dele foram perdendo o brilho, as pálpebras antes tão arqueadas, agora preguiçosamente endereçadas a mim, os cílios alongados sempre tão serenos, tornaram-se inquietos.

É lógico que eu notei, desde o primeiro detalhe eu soube que algo estava errado. Desde a primeira nuance de mudança, eu soube. E não foi só o trejeito que mudou, que nisso ele ainda é o mesmo. Os detalhes foram tão sutis que só alguém tão próximo assim poderia notar, só alguém já pronto pra se jogar do precipício, sem medo da queda. E - detesto a falta de modéstia - esse alguém era eu.

Ele não ligava mais, e não é só de telefone que eu tô falando. Mas o que eu podia fazer? Se nem o meu amor bastava, o que eu podia oferecer pra fazer ele ficar? Ele foi assim, de repente. Num dia estava aqui, no outro fumaça. Leve demais pra ser preso por compromisso forte como o que o amor requer. Eu vi quando ele saiu na calada da noite, sem nem olhar pra trás pra não ter de admitir que debaixo daquela coragem tranquila se escondia um menino.

Quando eu comecei a ler os sinais dele, achei que tinha um dom. Achei que podia entender como ele funcionava, que tinha alguma vantagem com isso, mas aí entendi tão bem que suas ações fizeram sentido. Fez sentido ele ter abusado do vinho da última vez, não ter medido as palavras comigo, nem dissipado aquele furacão nos seus olhos. E eu estava lá, no olho do furacão, pronta pra ser tragada, mas ele estava muito adiante, tão preso dentro daqueles olhos tempestuosos, preso dentro daquelas íris negras como uma criança paralisada de medo do escuro.

E foi um baque assim, mesmo.

De repente não ligou, não apareceu, não mandou SMS e nem sinal de vida. Recusou todas as tentativas de contato até eu finalmente enxergar que a tempestade que eu via naquele olhar não era reflexo do que tinha em mim, aquele abismo era dele. Mas eu podia ajudar. Eu queria ajudar. Ele não. Eu estava pronta pra mergulhar naquele abismo sombrio. Tinha a corda, a lanterna, tinha os pés de pato e o oxigênio, mas ele recuou. E como se salva quem não quer ser salvo?

Então eu entendi, tão bem que não me senti nem mesmo no direito de desatar aquelas amarras, muito menos de dar o salto em direção ao escuro. No fundo ele precisava de mim, sim, até mais do que eu dele. Só que aquele mar dos olhos dele, turvo e abissal, ameaçador e sedutoramente letal... Se não dava pé nem pra ele, como eu ia dar conta de nós dois? Já vi essa cena antes. E eu queria ajudar, não leve a mal, eu só temia afundar também.

O medo que me sobrou

De primeiro arrisquei batidas novas, experimentei mais no gosto musical e no modo de vestir, mas no espelho vi que ainda tinha muitos medos, pré conceitos e ilusões que eu vestia como verdade. Mas o medo de mudanças estava estirado sob meus pés.

Comecei a me despir da arrogância, pra ver se assim meu eu cabeça-dura aprendia coisas novas e a visão à minha frente se tornou mais clara. Percebi, não tão surpresa, que havia sem querer colocado os óculos da humildade diante das vistas.

A partir de então, como peças de dominó caindo ordenadamente, assim foram meus medos. Vi enquanto o medo da felicidade ia embora, e pude constatar com alívio que esse era um que eu jamais voltaria a vestir. Temores que eu nem sabia que possuía, escondidos nos bolsos dos casacos e até nas meias. Até medo de amor, ora furtivo entre os fios de cabelo, eu tinha.

Só parei quando uma única peça cobria meu corpo, tão fina quanto uma tatuagem. Tão delicada e ao mesmo tempo tão imponente que precisei olhar diretamente. Passando os dedos, sua textura era tão macia quanto áspera. Aquilo era mesmo parte de mim? Estava ali o tempo todo, só esperando ser descoberto? Observei, maravilhada, e percebi com súbita confiança que se fosse para ter algum medo, que fosse esse, se é que de alguma forma poderia ser classificado assim.

E eu dei as costas para o espelho, confiante, atônita e frenética, pronta para exibir meu solitário medo mundo afora e barganhar todas as proezas que conseguisse com o coitado. Pois o único medo que sobrou foi o de não tentar.

Calidoscópio da vida

Então eu comecei a olhar pra dentro de mim. Procurei as qualidades que sempre quis ter e que - com surpresa - notei que havia conseguido adquirir. E um mundo completamente novo se abriu diante dos meus olhos a partir desse instante. Porque eu percebi eu era a única ligação entre o querer e o ter.

Sempre me disseram que talento é só uma parte do caminho para o sucesso, que o restante depende do seu esforço. Mas ainda, talvez a frase não esteja tão exatamente assim. É que o sucesso é que depende do esforço. O talento é uma parcela mínima, o tira-teima, na melhor das ocasiões. 

Não que eu soubesse disso antes.

E então eu entendi que a beleza, sendo tão subjetiva, não é necessariamente o rosto bonito, as coxas finas, ou os dedos longos e delicados. Ela pode - olha só - ser o que os olhos nem podem ver. A sutileza no jeito de agir, o carinho disperso na voz, o cansaço depois de um dia bastante produtivo, fechar os olhos antes de dormir. A beleza pode ser o que te traz felicidade. O que te faz fechar os olhos e desejar estar de novo naquele momento. 

Pode ser a capacidade de cantar, desenhar, ou a capacidade de lidar com as pessoas e ajudá-las. Pode ser simplesmente a determinação de seguir seus sonhos. De sorrir diante das atribulações da vida. A criatividade diante de problemas substanciais. O respeito diante dos mais velhos, ou a curiosidade ante a coisas que ainda não conhecemos. 

É belo, mas a gente não sabe. Eu não sabia.

A beleza é um calidoscópio que cada ser humano tem diante dos olhos. Cada qual vê um minúsculo pedaço por vez, e a imagem formada é sempre única, especial à sua maneira. Tem milhões de facetas, e bem-aventurados os que têm ciência disso, não interpondo sua própria visão pessoal à dos outros. Porque no fim é tudo uma questão de ótica, de enxergá-la por ângulo A ou B,  bem como dentro ou fora de si.

Uma vez me disseram que substantivos abstratos se diferenciavam dos concretos por não terem existência própria, e precisarem de alguém para existir. A beleza existe porque tem alguém para vê-la ou defini-la, o amor existe porque tem alguém para senti-lo, e a felicidade? É fruto disso tudo. Mas essa é só uma faceta, o milésimo do milésimo do que eu enxergo no meu calidoscópio da vida. 

Foi aí que eu decidi ver a beleza. Senti-la nas veias, atribuindo a cada momento a mágica que é simplesmente estar vivo, sentindo o coração bater. Porque estar vivo é bonito, amar (tanto a si próprio quanto ao próximo), sentir-se feliz, é bonito. A beleza de simplesmente ter o poder de sentir o mundo à nossa volta - através dos sentidos ou da alma - é subestimada. Mas agora eu vejo como isso é belo.

E como é belo.

Amizade tarja preta

Disse que nada era bom pra mim, melhor era eu abrir o olho
E eu devia mesmo ter prestado atenção
Mas eu continuei arriscando, mesmo com tudo sinalizando
Que algo estava errado e que era melhor eu olhar meu chão

Impediu que eu errasse, mas também que acertasse
Tantas e tantas vezes, apontando defeitos que nem deviam estar em questão
Mas o importante era a mensagem. Algo fora do lugar
E eu devia ter prestado o mínimo de atenção

Que o afeto era um repeteco
Artifício infrutífero
E que o certo era sair de perto

Mas depois se aproximava
Simples e sombria
                      [essa amiga minha
E trazia esse balanço
Entre a esperança e o desencanto

O remédio que tomado era - em si - minha queda
Meu veneno de bela embalagem
Diariamente, pouco a pouco
Levava-me toda a sanidade

Eu pedi como o moço
De fé e pé junto
— Bão balalão,
Senhor capitão,
Tirai este peso
Do meu coração.
E eu devia mesmo ter notado
Que o peso, o veneno e todo o resto
Minha amiga, meu desafeto
era você

Eu nem tinha imaginado

Memoir

Sempre que a primeira letra parece me fugir à memória, cá estou, pronta para mergulhar de novo na recordação. Não aceito esquecer, não me permito deixar escapar essas poucas, boas lembranças que tenho. 

Das quais você nem sabe.

E sabe meu nome ainda? Lembra de mim? Da cor dos meus olhos ou do meu cabelo? Não sei. Mas eu não esqueço. É uma lembrança doce, suave. De um tempo em que tudo era mais simples, até eu e você. Que seu sorriso se erguia até os olhos, e até as brigas tinham um quê de inocência. Recosto no sofá e fecho os olhos, e num instante, eu tenho todos os detalhes de volta, como se essas cenas nunca tivessem parado de se repetir. Como se seu nome ainda fosse presente na minha vida como naquele tempo, e não sutis reminiscências, escondidas em uma foto ou outra aqui e ali. E de repente, percebo furiosa, que eu nunca esqueço. E a memória é só minha.

Em agradecimento a 2013 - o que eu chamei de pior ano -

Antes que eu seja vista como alguém que "não fez mais do que obrigação ao agradecer", já esclareço aqui que 2013 foi um ano difícil pra mim. A menina que eu achei que fosse uma das minhas melhores amigas provou o contrário em grande estilo. Abri os olhos pra muita coisa. Caí. Muito. Não consegui desviar de nenhum bombardeio que a vida provocou - mas sobrevivi a todos. Acreditei fielmente que tudo daria certo no fim, mesmo com tudo desabando a cada passinho mínimo que eu dava. Acreditei nas pessoas erradas, nos caras errados. Mas por outro lado, descobri meus limites, minhas tolerâncias (e intolerâncias), matei vários monstros de "e se", outros eu aprendi a conviver, me aproximei de várias pessoas certas. Não conquistei nada sem uma boa luta, e algumas lutas ainda nem estão perto do fim. Mas, como diz meu adorado ídolo Jeremy McKinnon, "É nos tempos mais difíceis que nós crescemos mais".

Às vezes eu queria poder reclamar do meu ano de 2013, mas eu olho pra trás e penso que a vida poderia ter sido infinitamente pior, se quisesse. Podia ter tirado minhas melhores amigas, podia nem ter me tirado de situações que, honestamente, eu não saberia sair sozinha. Podia ter me impedido de conhecer algumas pessoas maravilhosas, e também podia nunca ter me mostrado o quanto outras pessoas não eram boas pra mim, como eu pensava.

A vida foi gentil comigo, mais do que eu pude ver. Ela provavelmente ensinou tudo o que estava na agenda pra que eu aprendesse no ano (com alguns 17 dias de atraso?), e tentou me ensinar da forma mais macia possível. O que eu quero dizer é: foi difícil, pareceu impossível em alguns pontos, mas eu também tive meus privilégios. Tive muito apoio, chances especiais que compensaram e que raramente são percebidas quando estamos vivendo-as.

Porque a gente não vê como a vida pode ser cruel, quando estamos nela. Sempre vemos como ela poderia ter sido "mais boazinha", nos esquecendo de ver como cada milimétrica possibilidade poderia ter tomado outro caminho e tido um fim horroroso, como cada pequena chance poderia ter sido pior - e não foi! - ou como aquela sorte de conhecer uma amiga especial, poderia não ter estado conosco.

Nós esquecemos que, sim, tem como piorar. E raramente - como agora - vemos que ela foi gentil, e que, mesmo não te enviando um post-it com o conhecimento já inscrito nele, fez da maneira mais difícil de se aprender (a prática), um aprendizado tão menos doloroso quanto foi possível. Afinal, já dizia John Locke "Todo conhecimento provém da experiência" e algumas doem.

Então talvez o que eu esteja sentindo seja gratidão. E às vezes eu só gostaria que outras pessoas pudessem ter essa mesma visão sobre as coisas que aprenderam durante o ano, e serem gratos por aprender. Não apenas porque "dava para ser pior", mas porque a vida foi gentil. E se a gente não aprecia nem os bons atos que são dirigidos a nós, como esperamos que apreciem os nossos para os outros? 

Mesmo atrasado, feliz 2014. Que nossas esperanças estejam renovadas nesse ano.